Do X/Twitter do deputado federal Guilherme Boulos. Estou acompanhando os comentários a respeito do meu pedido de suspensão imediata do Discord — até que se adeque à legislação brasileira. Vamos deixar as coisas claras: nenhuma plataforma está acima da lei.
Pra começar, a empresa opera clandestinamente no Brasil. Não possui CNPJ, escritório ou representante legal.
Sabe o que isso significa na prática? Que nem dá pra notificá-los formalmente sobre os crimes que ocorrem lá dentro.
E não é pouca coisa: a plataforma tem sido muito usada como QG de extremistas, ferramenta de recrutamento terrorista e local perfeito para o compartilhamento de material contendo crimes contra crianças, minorias e pessoas em situação de rua.
Livre de responsabilização legal, o Discord não garante um sistema eficiente de moderação e vira terra de ninguém.
Reforço que ninguém está pedindo para banir plataforma nenhuma. Estamos exigindo apenas que funcione dentro da lei.
Vamos lembrar: o X (ex-Twitter) também ficou fora do ar por um tempo, ano passado por desrespeitar ordens judiciais. Quando acatou voltou a funcionar.
A suspensão será temporária e condicionada à regularização legal: ter CNPJ, nomear representante com poderes plenos e cooperar com as autoridades.
O atentado frustrado no show da Lady Gaga mostra o perigo real. Podia ter sido uma tragédia. Não podemos cruzar os braços e esperar o próximo. A sensação de impunidade estimula extremistas. Tomar atitude é dever moral e legal.
Por isso, eu sigo firme na defesa da medida. A liberdade de expressão não pode ser desculpa para proteger uma rede de criminosos que se aproveita da vulnerabilidade de crianças e adolescentes em crimes indefensáveis.
Estou acompanhando os comentários a respeito do meu pedido de suspensão imediata do Discord — até que se adeque à legislação brasileira.
Vamos deixar as coisas claras: nenhuma plataforma está acima da lei.
Pra começar, a empresa opera clandestinamente no Brasil. Não possui…
— Guilherme Boulos (@GuilhermeBoulos) May 7, 2025

O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) – (Suamy Beydoun/AGIF/AFP)/Montagem Pedro Zambarda/Drops
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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.
