O jovem jornalista Vitor Conceição, do IGN Brasil, escreveu um ótimo texto reflexivo sobre o problema da indústria de videogames, que encarou nesta semana quase 10 mil demissões da Microsoft, afetando diferentes estúdios e projetos em desenvolvimento.
Separo trechos:
“Há alguns anos vemos a indústria ocidental de videogames ser bastante inconsistente, principalmente nos estúdios localizados nos Estados Unidos. Mais um capítulo que fez os fãs de videogames levantarem as sobrancelhas foi a demissão em massa da Microsoft realizada nesta quarta-feira (2), que atingiu a divisão de games Xbox. Além de alguns projetos cancelados, estúdios foram fechados e funcionários demitidos em uma prática que infelizmente se tornou habitual na indústria nos últimos meses.
Do outro lado do muro, temos a PlayStation, que afirmou que continuará a aumentar o já alto preço da assinatura do PS Plus, serviço de assinatura de games da Sony. E, no Brasil, um repentino aumento no preço de jogos do PlayStation Studios e de outras publicadoras, com a desculpa das “condições adversas do mercado” apesar da plataforma viver o período mais lucrativo da história e ter uma base bem estabelecida no PS5.
Nem preciso falar da Nintendo com os preços abusivos de jogos a até R$ 499,90 aqui no Brasil que, segundo o que o vice-presidente da Nintendo na América Latina, Bill Van Zyll, disse ao The Gaming Era, “é o preço mais justo possível” com o estado atual do mercado brasileiro de videogames. Porém, mesmo com o alto custo nos jogos e no próprio Nintendo Switch 2 lançado em solo nacional pela bagatela de R$ 4799,90 com Mario Kart World incluso, o console esgotou durante a pré-venda.
Exemplos de sucesso não faltam, mas mesmo com tanto êxito, números aumentando e recordes sendo batidos, o lado humano da indústria ocidental é sacrificado pelo lucro exponencial para satisfazer um velho conhecido do mundo: o capitalismo”.
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“Com exceções da Larian Studios e Sandfall Interactive, por exemplo, estúdio menores localizados na Europa, e com algumas exceções nos Estados Unidos, em geral, a indústria ocidental de videogames não está preocupada com os fãs, com os funcionários, com qualidade e muito menos com você fã que faz guerra de console nas redes sociais. A única preocupação é o lucro exponencial tão amado pelo capitalismo”.
Leia o texto completo e prestigie o trabalho do Vitor aqui.
Desenvolvedores que ainda não se inscreveram para a principal competição de jogos independentes do Hemisfério…
Boa cabeça