Márcio Filho, presidente da ACJOGOS-RJ, associação regional de desenvolvedores de jogos indie do Rio de Janeiro, falou no Instagram sobre venda da EA por US$ 55 bilhões: “intervenção do Estado”. Apesar da evidente provocação, Márcio apontou que a presença de Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump, de extrema direita, aponta interesses governamentais.
E não são interesses de um governo comunista e sim de extremistas de direita em controlar o setor, fechando a EA na bolsa de valores para a atuação de empresas ligadas à Arábia Saudita e aos Estados Unidos.
Confira o vídeo.
Electronic Arts, dona de franquias como EA FC, The Sims e Battlefield, confirmou nesta segunda(29) que será adquirida por um consórcio formado pelo fundo saudita PIF, a gestora Silver Lake e a Affinity Partners. O valor do acordo impressiona: US$ 55 bilhões em uma transação em dinheiro em cash.
O consórcio liderado pelo fundo soberano da Arábia Saudita (PIF) vai assumir 100% do controle da EA, aproveitando inclusive a fatia de 9,9% que já possuía. Além do PIF, a gestora Silver Lake e a Affinity Partners, liderada por Jared Kushner, entram como sócios estratégicos para ampliar o alcance da publisher.
Genro de Donald Trump, Jared Kushner, casado com Ivanka Trump, sugeriu que casas construídas de frente para o mar na Faixa de Gaza “poderiam ser valiosas”, ao mesmo tempo em que sugeriu que a população civil do território palestino seja removida para o Deserto do Negev.
Kushner, cuja família fez bilhões com negócios no setor imobiliário, e que está realizando empreendimentos na Albânia e Sérvia, defendeu ainda que as autoridades israelenses retirem a população de Gaza para realizar a “limpeza” do território. De acordo com a agência da ONU para os palestinos, a UNRWA, há cerca de 23 milhões de toneladas de escombros e munições não detonadas em Gaza, o que levaria “anos” para ser retirado.
Desenvolvedores que ainda não se inscreveram para a principal competição de jogos independentes do Hemisfério…
Boa cabeça