Sim, Cyberpunk 2077 tem uma protagonista feminina – e é um RPG em primeira pessoa

Por Pedro Zambarda e Michelle Bertral, direto de Los Angeles (EUA).

Foto: Divulgação

Numa apresentação de portas fechadas, a CD Projekt Red finalmente deu detalhes mais aprofundados sobre Cyberpunk 2077. E não é apenas aquilo que apareceu no Microsoft Theater antes da E3 2018 no show da Xbox.

Indo num estilo entre Mass Effect e Detroit Become Human, o game traz uma protagonista chamada V. No gameplay apresentado, ela é uma mulher, desfazendo alguns receios que a produtora polonesa estava novamente privilegiando homens como foi o caso de The Witcher. Porém, ela pode ser customizada para se tornar um homem e tem uma vida própria, se relacionando diferentemente com os personagens do título.

O jogador seleciona suas características e a classe dela como personagem dentro da Night City decadente, na California, vai se definindo conforme o game avança. Há, sim, sexualização das personagens femininas, mas algo dentro do que já foi visto em sagas cinematográficas como Blade Runner.

O gameplay é em primeira pessoa, mas totalmente imerso em suas habilidades. Ou seja, trata-se mesmo de um RPG.

Suas escolhas mudam totalmente o final das missões, numa pegada que, definitivamente, vai na linha de Detroit.

O jogo continua sem informações de influências literárias, como Neuromancer. Isso parece ter chateado o escritor William Gibson, que manifestou insatisfação com o game no Twitter.

Ele é desenvolvido na REDengine 4 e deve ter novos detalhes nos próximos meses. Estamos ansiosos para saber mais.

Acompanhe Drops de Jogos no Facebook e no Twitter.
Clique aqui e assine nosso canal no YouTube

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Categorias:
Indústria