Indústria

Trabalhadores da Activision Blizzard rejeitam medidas e resposta da direção

Nesta terça-feira (3), o grupo de trabalhadores da Activision Blizzard responsável pela greve realizada na última semana contra a empresa após o processo que revelou uma cultura de assédio e abuso sexual, publicou uma carta rejeitando as propostas e medidas divulgadas pelo CEO Bobby Kotick.

Chamado de ABK Worker Alliance, o grupo enviou uma mensagem dirigida originalmente a Kotick e o restante da chefia da companhia, critica a falta de interesse para resolver as críticas apontadas pelos funcionários, e a contratação da firma de advocacia WilmerHale para trazer novas diretrizes ao departamento de Recursos Humanos da empresa. “Na última semana, tomamos ações coletivas para exibir melhor condições de trabalho para mulheres e outros grupos marginalizados na Activision Blizzard King (ABK) ao escrever uma carta aberta assinada por mais de 3 mil funcionários atuais”, diz a carta. “Organizamos o #ActiBlizzWalkout na sede da Blizzard Entertainment, em Irvine, onde mais de 500 trabalhadores fizeram uma paralisação e centenas mais participaram virtualmente ao redor do mundo”.

“Nosso pedido por ação atravessa fronteiras de estúdios, incluindo trabalhadores da Activision, Beenox, Blizzard Entertainment, High Moon Studios, Infinity Ward, King, Sledgehammer Games, Raven Software e Vicarious Visions”.

Grupo reforça que foram quatro medidas foram exigidas por parte dos funcionários:

  1. Um fim à arbitragem em acordos de emprego
  2. A adoção de práticas inclusivas para recrutamento e contratação
  3. Mais transparência quanto a pagamentos por meio de métricas de compensação
  4. Uma auditoria de práticas e políticas da Activision Blizzard feita por uma entidade neutra, selecionada por uma força-tarefa liderada pelos próprios funcionários.

“Em resposta a nossas demandas, você escreveu uma carta aos funcionários expressando o compromisso de fazer um trabalho melhor de nos ouvir”, diz a mensagem, se referindo a Kotick. “Você disse que faria tudo possível para se unir com funcionários para melhorar o ambiente de trabalho. Ainda assim, as soluções propostas naquela carta não respondem apropriadamente nossos pedidos. Você ignorou nosso pedido pelo fim da arbitragem obrigatória. Você não se comprometeu a adotar práticas inclusivas. Você não comentou sobre transparência de salários”.

O grupo também reforça que não acredita que a WilmerHale deveria ser uma entidade mediadora por diversos motivos, incluindo o fato de a Activision Blizzard já ter sido cliente da firma (em um processo sobre falta de diversidade no ambiente de trabalho), mas principalmente por seu histórico contra formação de sindicatos em companhias como Amazon e Uber. A ligação entre membros da gestão da Activision Blizzard, como Frances Townsend, e parceiros da firma da advocacia também foi questionada.

Com informações do The Enemy.

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Pedro Zambarda

É jornalista, escritor e comunicador. Formado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero e em Filosofia pela FFLCH-USP. É editor-chefe do Drops de Jogos e editor do projeto Geração Gamer. Escreve sobre games, tecnologia, política, negócios, economia e sociedade. Email: dropsdejogos@gmail.com ou pedrozambarda@gmail.com.

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