Um caso bizarro aconteceu na Inglaterra envolvendo um vendedor de jogos retrôs, a Sega e um suposto abuso de poder da polícia inglesa.
De acordo com as informações divulgadas pelo site Time Extension, um revendedor de jogos e artigos retrô da Inglaterra teve sua casa invadida pela polícia em 14 de julho. Ele foi preso sob acusação de lavagem de dinheiro, e teve confiscados diversos jogos raros e dev kits que tinha em sua coleção.
De acordo com o vendedor, entre os itens confiscados estariam dev-kits de diversos videogames da Nintendo, como o Gameboy Advance, Nintendo DSi, 2DS, 3DS, Wii e Wii U. Ele diz ter adquirido todos esses itens de forma legal de um ferro-velho conhecido, que teria parado na casa dele com uma van cheia desses dev-kits e outros itens raros que disse ter acabado de pegar de um escritório da Sega. Além disso, o vendedor também teria os recibos que provam que ele pagou £10,000 pelos produtos.
Além dos dev kits, também faziam parte dessa compra cartuchos com protótipos de jogos como Sonic Chronicles: The Dark Brotherhood, Sonic Generations, Mario & Sonic at the Winter Olympic Games, Phantasy Star 0, Alien Infestation, Shinobi e uma versão para Nintendo DS de Rhythm Thief & The Emperor’s Treasure que nunca foi lançada oficialmente para o console. A existência desses produtos já era de conhecimento da comunidade retrô, e o Video Game Preservation Museum até já tinha começado uma “vaquinha” para adquirir os produtos.
Todos eles teriam sido “jogados fora” pela própria Sega durante uma mudança de escritórios da empresa. Em abril deste ano, a companhia abandonou seu escritório em Brentford – lugar onde estava instalada desde 2004 – e se mudou para o Chiswick Business Park, um “condomínio” empresarial que fica em Gunnersbury.
De acordo com o vendedor que não quer se identificar, todos os documentos relativos à sua prisão apontavam a Sega como denunciante do “crime”. Ele afirma que, após perceber o erro que fizeram ao jogar fora os dev kits, a empresa alegou pra polícia que teria sido roubada, usando a polícia para fazer uma recuperação “forçada” desses dev-kits.
Além disso, ele também afirma que, ao ser liberado pela polícia alguns dias depois, pediram que ele assinasse um termo onde ele afirmava que tinha adquirido os dev-kits de maneira lícita mas abria mão dos direitos de posse sobre esses produtos. Ele falou que se recusou a assinar o termo e, desde então, não foi contatado nem pela polícia e nem pela Sega – apesar de afirmar que o nome da empresa aparecia em seis protocolos para o início de uma disputa jurídica.
Até o momento, a polícia inglesa e a Sega não se pronunciaram sobre o caso, e ficaremos atentos para novidades sobre esse caso.
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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

