Por Pedro Zambarda, editor-chefe.
Adventure é um clássico de Warren Robinett lançado para o Atari 2600 em 1980. É conhecido como o primeiro game com easter eggs e o canal Jogabilidade fez um ensaio genial sobre esse game. Pensando nos seus clássicos, a Atari está fazendo parcerias com estúdios brasileiros. Começou com a ARVORE e a franquia Pixel Ripped, da pioneira em VR Ana Ribeiro.
Agora a parceria chegou na Ilex Games, de Marcelo Rigon, hoje presidente da ACJOGOS-SP, a associação regional de São Paulo. A Ilex estava desenvolvendo um jogo com propriedade nacional, uma história bem própria, chamado Tower of Samsara Hidden Threasures.
E a Atari ofereceu para a Ilex, enfim, a propriedade de Adventure, um jogo que revolucionou toda a indústria.
O resultado é um metroidvania, com referências a Dark Souls, jeitão retrô de Blasphemous, que não economiza no ácido e no sangue, em um universo frio, meio morto, em torno da Samsara, do ciclo de vida, morte e renascimento.
Você controla o Campeão Solar (pegou a referência de soulslike? A mim, pelo menos pareceu) em um universo tomado pelas sombras. Habilitando equipamentos, como espadas, escudos e manipulação da luz, você reativa todo o espaço envolvido por monstruosidades.
Timing is a bitch
Adventure of Samsara saiu no dia 4 de setembro de 2025. Vulgo mesmo dia de Hollow Knight Silksong. Ou seja, o game brasileiro saiu provavelmente no lançamento mais tumultuado do ano, diante de um jogo por US$ 20 e que derrubou o Steam. Timing muitas vezes nos trai. Timing is a bitch.
No entanto, se você está quebrando a cabeça com Silksong, se você não suporta morrer mais, Samsara é seu game. É plataforma, envolve matar monstros, envolve salvar um mundo e é mais lento e acessível.
Esse é um ponto mais criticável do título, mas ele é bastante mais fácil para quem quer experimentar. E ainda tem todos os easter eggs do Adventure oitentista. O dragão que rouba cálice sagrado do primeiro game está em um título nacional.
É uma prova que as propriedades nacionais casam com clássicos da indústria.
E, além disso, a Ilex ainda meteu diálogos com “erros” de pluralidade, um “tá punk” e muita coisa que o português mais cotidiano vai pegar na versão nacional. Está muito bem feito.

Notas
- Gráficos: 9
- Jogabilidade: 9,5
- Som: 8
- Replay: 10
- Nota final: 9,12
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.
