Por Pedro Zambarda, editor-chefe.
you have my sword https://t.co/1MjWjXqKCW
— Megabonk (@MegabonkGame) November 20, 2025
No ano passado, The Game Awards 2025 anunciou seus indicados e acabou sendo marcado por um momento histórico: a primeira remoção de um jogo do evento. Megabonk, nomeado para Melhor Estreia Indie, foi retirado da categoria após um pedido do seu desenvolvedor, conhecido como “vedinad”. Ele recomendou o trabalho de Joeveno.
Responsável pelo jogo indie brasileiro Aviãozinho do Tráfico 3, disponível no Steam desde 17 de setembro, ele poderia ter sido o primeiro representante do nosso país em um título com características típicas do nosso pessoal. O game inteiro é uma imensa homenagem ao Quake, com tiros sombreados, alvos que são reduzidos a pedaço de carne e muito sangue.
Tem também um toque das favelas do Rio de Janeiro e dos mods de Counter-Strike que marcaram as lan houses nos anos 1990. Mas, para além de Quake e CS, o game brasileiro é uma imensa homenagem ao clássico Doom, pai dos jogos de tiro. É uma homenagem ao humor galhofa de John Romero de cabo a rabo.
Joeveno é de Niterói, está bem ambientado a cena que está emergindo com a ACJOGOS-RJ e foi indicado como game de destaque pelo IGN Brasil durante a Brasil Game Show.
Foi o jogo indie brasileiro de 2025 no Brazuca Game Awards, uma premiação encabeçada pelo jovem Arthur Gomes que nós transmitimos aqui.
A experiência de jogar o Aviãozinho
Aviãozinho é um game ágil, que exige reflexo e atenção aos inimigos, além de um olhar na sua vida e nas propriedades diferentes das armas de fogo. Ele não tem medo de parecer tosco e é, sim, um game indie tosco.
No entanto, tem variedade de armas, passagens secretas, demônios que só são derrotados de formas específicas, enquanto você encara também uma capivara (!), cachorros, traficantes e bandidos.
É uma salada mista muito doida e deliciosa.

Notas
- Gráficos: 7
- Jogabilidade: 9,5
- Som: 8
- Replay: 9
- Nota final: 8,37
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.
