Resenhas

Death Stranding e o jogo vazio. Por Pedro Zambarda

Por Pedro Zambarda, editor-chefe.

A imensidão verde de The Legend of Zelda Breath of the Wild ou as montanhas de neve de Death Stranding são recheadas de espaços vazios. Em 2019, no lançamento de DS, o segundo jogo, o que mais se ouvia de piada com Hideo Kojima era sobre o tal “jogo dos Correios”.

No entanto, mesmo com tantos vazios, me recordo que Death Stranding foi um dos jogos que mais me ensinou sobre a importância de dar um passo de cada vez. Chegava a segurar os gatilhos do controle para não derrapar carregando enormes cargas.

Naquela situação e naquele vazio, o meu corpo era o maior desafio para continuar jogando.

E a criação de jogos com vazios e silêncios deveriam ser mais volunosas nessa indústria dos games. O ritmo frenético dos soulslikes ou dos jogos de plataforma não ensinam mais do que desafios que exigem silêncio, atenção e progressão mais lenta do que o normal.

Muitas vezes eu severia ligar o videogame, ou o computador, para encarar mais os silêncios.

E não o mundo barulhento que já estamos vivendo.

Death Stranding, neve e silêncio. Foto: Reprodução/RedditDeath Stranding, neve e silêncio. Foto: Reprodução/Reddit

Death Stranding, neve e silêncio. Foto: Reprodução/Reddit

Pedro Zambarda

É jornalista, escritor e comunicador. Formado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero e em Filosofia pela FFLCH-USP. É editor-chefe do Drops de Jogos e editor do projeto Geração Gamer. Escreve sobre games, tecnologia, política, negócios, economia e sociedade. Email: dropsdejogos@gmail.com ou pedrozambarda@gmail.com.

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