Dragon Quest The Adventure of Dai, uma resenha. Por Pedro Zambarda - Drops de Jogos

Dragon Quest The Adventure of Dai, uma resenha. Por Pedro Zambarda

Mangá e videogame

Por Pedro Zambarda, editor-chefe. RESENHA SEM SPOILERS.

Eu estava sem ler mangá há bastante tempo. Talvez tenha lido algo na década passada, quando tinha o programa Anime Station na Rádio Geek. A JBC e a Companhia das Letras enviaram uma cópia de 2026 da tradução de Dragon Quest The Adventure of Dai para o Drops de Jogos resenhar. Eis minhas impressões.

Originalmente lançado em 1989 pela Shueisha’s Weekly Shōnen Jump, a aventura de Dai durou de outubro daquele ano até dezembro de 1996. E rendeu 50 milhões de exemplares que circularam segundo dados de 2022, além de uma adaptação em anime pela Toei de 20 até 22.

Dragon Quest é uma franquia imensa nos videogames, vigente desde 1986. Obviamente a arte de Koji Inada bebeu de Akira Toriyama, embora a influência não seja declarada. Ao longo de mais de 300 páginas, temos Dai, uma criança em formação na Ilha de Dermline, isolado no sul, protegendo criaturas e seu vovô de supostos heróis que invadem sua casa.

Dos invasores, um dos poucos que ele cria laços é a Princesa Leona, que ele salva e tem acesso aos dons da magia que seu avô tentou ensinar e não conseguiu. Com Leona e o contato humano, Dai recebe treinamento de Avan.

A chegada de um vilão chamado Rei dos Demônios desvenda os segredos de Avan e seus verdadeiros objetivos ao dar instruções para Dai. Há uma linhagem de heróis, alguns deles capazes de se transformarem em dragões, para enfrentar as criaturas que vem do submundo dessa terra.

Mangá com carinha de videogame

The Adventure of Dai traz, nos combates que não escondem o sangue nem mesmo de um protagonista jovem/criança, uma explicação para os golpes físicos dos guerreiros e uma explicação das magias de fogo, aquecimento, gelo e outras propriedades naturais nos embates. Você se sente, um pouco, lendo um quadrinho de game.

Além do clima de HQ de aventura, tipo Shonen, teoricamente feito para garotos, Dragon Quest ilustrado por Koji Inada tem o rosto de Dai com cicatrizes que me lembrou Samurai X e os traços arredondados do Dragon Ball clássico e de DBZ. Foi muito agradável ler uma obra que teve tanto sucesso comercial enfim adaptada e traduzida ao público brasileiro.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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