Por Pedro Zambarda, editor-chefe.
Entre 2010 e 2020, eu trabalhei em livros sob ecomenda para algumas editoras. Publiquei em 2013, como “colaborador” da editora Universo dos Livros, um texto chamado “Black Sabbath Biografia Ilustrada”. Embora o manuscrito não tenha nenhum furo jornalístico ou biográfico sobre Ozzy Osbourne, é um trabalho que me orgulho bastante.
E é baseado em suas biografias internacionais. O livro acaba sendo um excelente resumo de um cantor, inventor do heavy metal junto com a massa trabalhadora da Inglaterra, e autor de músicas que embalaram a minha adolescência e começo de vida adulta.
A despedida de Ozzy aos 76 anos deixa um buraco na música, que só é completo pela sua absoluta diversidade de influência, do Beatles mais hippie até o proto-punk de pouquíssimos acordes. Está presente num evento do calibre do Ozzyfest. De revistas, sites e todo um ecossistema musical que virou o metal – que permanece um estilo rebelde apesar de alguns artistas conservadores e/ou reacionários.
A morte de Ozzy me tocou no seu funeral em 30 de julho com Kelly portando os óculos redondos escuros do pai, claramente inspirados em John Lennon, e encheu as ruas de Birmingham, a cidade natal do músico, do Sabbath, da magia daquele som pesado.
Milhares de pessoas prestando seu adeus a um homem que mudou a cultura pop, dos videogames até as animações.
Na página 156 do livro, escrevi o seguinte:
“A história do Black Sabbath vai muito além do heavy metal, dos subgêneros [intermináveis] do rock ou das lendas que forçam uma relação deles com o satanismo ou o ocultismo”. E amplio: Ozzy Osbourne nunca se disse satanista, mas brincou as imagens, com o estereótipo, com a fama.

Kelly, a filha, com os óculos de Ozzy Osbourne no funeral e meu livro. Foto: Divulgação/Reprodução/AP

Black Sabbath e Ozzy Osbourne. O livro. Foto: Divulgação
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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.
