Por Pedro Zambarda, editor-chefe.
Testamos Hell Clock, o jogo indie brasileiro baseado na Guerra de Canudos, no formato de aplicativo para sistemas mobile Android do Google. Game que salvou o estúdio Rogue Snail, ele tem um funcionamento bem interessante para quem gosta de shooter frenético, Diablo e quer valorizar a história do Brasil que mistura religião, favelas e militarismo.
A versão móvel em comparação para o computador não apresenta grandes diferenças, além do DLC Guerra Maldita que apresenta uma prequel para a história que mistura inferno, gerenciamento de tempo, mortos-vivos e as pinceladas da cultura brasileira.
Não é a mesma coisa apreciar o game com controle em um computador ou notebook e deslocar o personagem na touchscreen do celular. Tentei suavisar a experiência utilizando um gamepad no smartphone. No entanto, isso não tornou a experiência exatamente a mais confortável.
R$ 45 na loja do Google é mais barato do que a experiência no Steam. O grande triunfo desse port é que boa parte dos gamers brasileiros apreciam tudo pelo celular. Então pode ser um chamariz para conhecer história brasileira, o excelente trabalho da Rogue Snail, de veteranos do mercado, e ter uma experiência que de fato vai te prender por pelo menos duas horas.
Morreu? Veja quais updates são necessários para que Pajéu elimine rapidamente seus oponentes em nome de recuperar o espírito de Antonio Conselheiro e de Canudos. E isso tudo sem precisar ligar um computador. É dark fantasy, história do Brasil e a briga da população pobre e sofrida de nossas terras.
Testamos em um smartphone Galaxy S26 Ultra que apresentou um leve aquecimento na primeira hora de testes, mas sem travamentos ou comprometimentos maiores.

Notas
- Gráficos: 9
- Jogabilidade: 9
- Som: 10
- Replay: 9,5
- Nota final: 9,37
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.
