Por Sam Geraldini, desenvolvedora e fundadora da Morta Games no LinkedIn. Nesse mês consegui retomar as leituras e enfim terminei de ler Videogame Crash, de autoria do jornalista Pedro Zambarda. O apanhado de notícias que o livro traz é extremamente relevante pra entendermos o momento atual do cenário brasileiro de jogos eletrônicos.
Eu realmente indico a leitura pra todos que trabalham ou desejam trabalhar com jogos de alguma forma.
Uma coisa que fiquei pensando enquanto lia foi: chega a ser curioso como as coisas avançam aos solavancos, bem devagarinho…
O Marco Legal dos Games foi aprovado em maio de 2024, mas nós MEI, por exemplo, até hoje não temos CNAEs coerentes com nossas profissões de designers, programadores, artistas para jogos e afins.
Acredito sim que já tivemos avanços. Nessa semana mesmo abriu o PROAC SP, um edital extremamente importante pra pequenos estúdios que buscam recursos para desenvolver um jogo. Também vejo outras iniciativas, como a Aceleração Crie Games, do Sebrae, a qual estou participando pelo meu estúdio, a Morta Games.
Porém, ainda seguimos com um Brasil movido a anúncios de bets, gamedevs vendendo o almoço pra comprar a janta e um grande número de profissionais que seguem sendo afetados por layoffs e vagas precárias.
Não tenho soluções concretas e entendo que as coisas realmente demoram para mudar, portanto minha reclamação é pura inquietação e inconformismo.

O que vocês pensam sobre isso?
Ah, e se tiverem indicações de outros livros na temática de jogos, estou aceitando!
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.
