Por Pedro Zambarda, editor-chefe.
Eu achei que tinha redigido uma resenha, um review, sobre Mullet Madjack, lançado em 15 de maio de 2024 pela Hammer95 de Alessandro Martinello e com a publisher Epopeia Games (de Gaucho and the Grassland). Não dei minhas impressões, depois de jogar um bocado de horas, e me redimo aqui.
Mullet é, sem exagero, a melhor experiência gamer que tive em 10 anos, no Brasil e no mundo. O game se pagou em 10 horas de lançamento, foi destaque do Screen Rant, do Kotaku e premiado na Gamescom Latam e no SBGames. E nada disso é por acaso.
Mullet Madjack é bom porque ele não se recusa a ser o mais absoluto clichê de jogos de tiro com velocidade acima do comum e a necessidade de manter seu personagem vivo a cada 10 segundos, matando robôs bilionários. É sangrento, nojento e não foge disso. Se você não gosta de FPS, se mantenha distante desse game.
Mas se você gosta, termine várias vezes e aprecie o monólogo do game abordando como o capitalismo, as big techs e a economia de atenção das redes sociais estão nos destruindo.
E tal como um bom livro de Machado de Assis, os níveis do prédio que você escala, atirando em tudo, são curtos e simples. As cutscenes são feitas sob medida para a geração que cresceu nos anos 1990. E se você quer conseguir mais vidas e pontos, não esqueça de usar o pé de cabra, o machado e tudo o que encontrar pelo caminho.
Para Mullet ser mais interessante do que é, ele teria que quebrar esses clichês. No entanto, o jogo se desenvolve muito bem neste escopo.

Mullet Mad Jack. Foto: Divulgação
Notas
- Gráficos: 9
- Jogabilidade: 10
- Som: 10
- Replay: 9,5
- Nota final: 9,62
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.
