Não-monogamia, RPG de mesa e nostalgia BR - o que é Pivot of Hearts? Por Pedro Zambarda - Drops de Jogos

Não-monogamia, RPG de mesa e nostalgia BR – o que é Pivot of Hearts? Por Pedro Zambarda

Jogo diverso e com muitos elementos familiares para quem viveu os anos 90

Tem até karaokê em Pivot of Hearts. Foto: Divulgação/Steam

Tem até karaokê em Pivot of Hearts. Foto: Divulgação/Steam

Por Pedro Zambarda, editor-chefe.

Reconhecido na Gamescom Latam e no SBGames por seu storytelling e diversidade, Pivot of Hearts foi lançado em 21 de maio de 2025 e foi possibilitado pelo Sampa Games e pela Lei Paulo Gustavo, incentivos do poder público. E o resultado é um visual novel delicioso, sobretudo para quem viveu os anos 1990, os anos dos Cavaleiros do Zodíaco, do RPG de mesa.

Das tardes no metrô da Liberdade.

E dos eventos com cosplay. Da escola e dos passeios no Centro Cultural Vergueiro, em São Paulo. Me senti de volta aos primeiros BIG Festival ou aos eventos SPIN.

A história é simples. Você encarna o jovem Wén Xiàn, um programador taiwanês-brasileiro que, depois de se isolar, começa a abrir seu coração para novos relacionamentos. Adorei conhecer a Etsuko, que é roqueira, baixista e parece a namorada do Scott Pilgrin. Cauã, que trabalha com Wen, que tem nome asiático e outro brasileiro, vai se tornando uma opção romântica de forma mais lenta e interessante.

O roteiro se desenvolve num vai e vem do tempo e faz homenagens a clássicos dos videogames, como Super Smash Bros, Final Fantasy e muitos outros, jogados de uma maneira solta e leve. Há cinco finais possíveis, que eu ainda estou debulhando nessa visual novel.

A liberdade de escolha nos diálogos se dá, também, pelas escolhas de cartas e atributos do personagem.

Vencedor de editais, o projeto é uma boa aplicação de dinheiro público num game tipicamente paulistano, com criação de personagens pretos, LGBTQIAP+ e outros. E os desenvolvedores da Dragonroll Studio colocam esses elementos de maneira natural, sem necessariamente sinalizar muito o aspecto diverso do game – e tentando mergulhar mais no cotidiano desses personagens jovens adultos.

Não é uma caricatura e qualquer um consegue se ambientar nos sonhos distorcidos do protagonista.

Eu nem sou de visual novel, não consumi tantos jogos no formato. E tem Machado de Assis, referências ao vestibular e muita coisa.

Tem até karaokê em Pivot of Hearts. Foto: Divulgação/Steam

Tem até karaokê em Pivot of Hearts. Foto: Divulgação/Steam

Notas

  • Gráficos: 9
  • Jogabilidade: 7
  • Som: 8,5
  • Replay: 9
  • Nota final: 8,37

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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