(Imagem: captura de tela/HBO Max)
Neste domingo retornamos oficial para Westeros com a estreia de O Cavaleiro dos Sete Reinos. E o novo spin-off de Game of Thrones traz algo que há muito tempo não víamos na série: leveza.
Apesar de ter seus momentos de comédia, tanto Game of Thrones quanto A Casa do Dragão são dramalhões clássicos. Ambas as séries envolvem disputas familiares, traições e um objetivo épico: quem irá ficar no trono e vai ser o dono/dona da porra toda. E esse tipo de preocupação é algo que passa longe da nova série no mundo de Westeros.
As preocupações de O Cavaleiro dos Sete Reinos são muito mais comuns e mundanas, e basicamente se resumem a “como eu vou conseguir dinheiro pra não morrer de fome”. Sem ter medo de errar, podemos dizer que a série é a primeira sitcom do universo de Game of Thrones.
Sitcom é uma sigla para “situational comedy”, que em português seria algo como “comédia de situação”. Séries neste conceito não tentam chegar a nenhum lugar específico ou possuem um objetivo final, e são caracterizadas apenas por “vamos propor uma situação e mostrar os personagens lidando com ela”. Algumas das séries mais famosas de todos os tempos são sitcoms. Por exemplo, a série sobre um grupo de amigos nos seus vinte e poucos anos tentando sobreviver em Nova York (Friends); o pai que conta para os filhos a história de como conheceu a mãe falecida deles (How I Met Your Mother); a rotina diária do setor comercial de uma empresa de papel & celulose (The Office); chef renomado volta para a cidade natal e tenta reerguer o restaurante da família (O Urso).
O modelo de sítcom é um dos preferidos para a produção de TV porque ele dá maior liberdade para os criadores. Você pode ter seis episódios, ou você pode ter uma temporada com mais de trinta. Você pode tratar de assuntos do momento, ou pode ignorar totalmente o mundo fora da série. Essa liberdade existe porque não há um objetivo a ser alcançado: os personagens não estão tentando fugir da prisão, evitar um ataque terrorista ou disputando quem será o novo rei ou rainha. Eles estão apenas vivendo, e o trabalho de toda a produção e elenco é apenas contar essas histórias de uma forma que seja interessante assistir outras pessoas vivendo suas vidas.
E O Cavaleiro dos Sete Reinos é basicamente isso. A situação aqui é a mesma do filme Coração de Cavaleiro: “o que eu faço quando o Cavaleiro que eu sirvo morre no meio do nada?” E, assim como o personagem de Heath Ledger no filme, a resposta de Dunk para esta pergunta é a mesma: assumir o lugar dele e virar e virar um cavaleiro (mesmo sem ter absolutamente nada de dinheiro ou conhecimento das normas de etiqueta).
Mas enquanto o protagonista do filme de 2001 rapidamente se mostrou um exímio guerreiro e duelista que merecia o posto de cavaleiro mesmo não tendo sido oficialmente consagrado, O Cavaleiro dos Sete Reinos vai por um outro caminho. Ser Dunk não tem nome, posses, treino e tudo indica que nem habilidades necessárias para ser um cavaleiro. Na realidade, a única coisa que ele tem é a certeza de que o torneio de Ashford é a única oportunidade que ele tem para tentar “fazer seu nome” e conseguir uma ascensão social para um status real de cavaleiro – mesmo que uma única derrota no torneio signifique que ele provavelmente será preso ou morto porque não terá dinheiro para pagar quem o venceu.
Nesta série, nosso cavaleiro errante é basicamente uma pessoa sem currículo ou contatos tentando entrar no mercado de trabalho – e que ainda precisa vestir uma máscara de confiança quando na realidade está o tempo todo lutando contra a síndrome do impostor que faz com que ele se considere uma fraude. Mas tudo bem que, nesse caso específico, ele talvez seja mesmo.
Se você chega em O Cavaleiro dos Sete Reinos esperando mais um conto épico sobre famílias poderosas, manipulações, traições e dragões, você não vai encontrar nada disso aqui. Mas talvez o que você encontrará seja algo ainda melhor: um história sobre uma pessoa comum tentando sobreviver em um sistema feito para esmagá-lo a cada passo, mas que nem por isso deixa de perder a esperança de que um dia as coisas vão melhorar.
Sim, pode parecer algo brega demais. Mas, depois de tanto sexo entre familiares e bebês degolados, talvez seja exatamente este o tipo de coisa que este universo precisa para voltar a se tornar uma experiência de monocultura como foi com o auge de Game of Thrones.
*O primeiro episódio de O Cavaleiro dos Sete Reinos já está disponível na HBO Max.
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