O final de Death Stranding 2 é bem melhor do que o primeiro. Por Pedro Zambarda - Drops de Jogos

O final de Death Stranding 2 é bem melhor do que o primeiro. Por Pedro Zambarda

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[CONTÉM SPOILERS. Vá jogar se ainda não jogou]

Por Pedro Zambarda, editor-chefe.

O final do primeiro Death Stranding é insuportável, embora o jogo de 2019 seja fantástico. Death Stranding 2 On The Beach, embora tosco em alguns pontos, tem um final redondinho, mais conectado com a jornada de Sam Porter Bridges, canalizando as informações ocultas da personagem Tomorrow.

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[SPOILERS] Uma informação da lore de Death Stranding 2 confirma o que antecipamos no Drops há quase três anos

O primeiro jogo coloca créditos na sua cara, uma corrida sem sentido na praia, além da desvenda que Cliff Unger é seu pai. DS2 expõe que Tomorrow é a identidade secreta da bebê Lou, que seria morta por Higgs no atentado no começo do game. A criança foi salva por Fragile, que foi atingida pelo tiro, tendo sua alma e seu corpo separados em um salto no espaço e no tempo.

Lou foi jogada em um limbo no México, fora da América, e encontrou o espectro de Neil Vana, o amante de Lucy, a esposa de Samuel, o Sam que você controla. Lucy estava grávida de Lou e foi brutalmente assassinada nos experimentos da Bridges para reconectar os mundos pelos BBs. Lou foi o primeiro experimento.

Novamente caçada, dessa vez por Higgs na vingança contra Fragile, ela foi jogada num limbo de alcatrão e ganhou a propriedade de fazer o tempo rodar mais rápido. E Sam perdeu acesso à juventude de sua filha.

Com a revelação de roteiro, Sam encontra um retrato de Lucy para acessar a praia de Higgs. E os dois tem batalhas finais em pelo menos três estágios.

O primeiro batendo guitarra elétrica que funciona como rifle contra uma espada samurai. Depois, você encara Higgs no mausoléu de milhares de almas perdidas naquela praia – pois aquele é o limbo entre vivos e mortos onde o vilão pode acabar com a existência humana – usando os disparos das guitarras elétricas. Por fim, o embate vai ser um batendo no outro com o instrumento musical. A guitarra surgiu de um clone robô de Higgs. E no final está nas mãos do verdadeiro Higgs.

Higgs tem clones robóticos porque ele faz parte de uma conspiração de inteligências artificiais que querem travar a evolução humana no limbo da praia ou acabando com todo mundo e trocando aquele mundo por automatização.

Essa discussão, entre o cover de Van Halen de vilão (um famoso músico de hard rock, pesquise) e um Norman Reedus todo destroçado, ganha ares de sensibilidade com a também revelação de que Fragile, seu amor mais recente, foi assassinada por Higgs e o que vemos no game é um avatar.

Um avatar para proteger o próprio Sam, interpretado por Norman, e Tomorrow/Lou.

E corajosamente, o game encerra mostrando que Lou, tendo poderes de mexer no tempo, provavelmente será a próxima portadora e protetora da humanidade no lugar de Samuel. Hideo Kojima não sabe se fará um game três. Das outras vezes que ele negou continuação de Metal Gear Solid 2, ele fez três jogos canônicos e outros tantos. Não é difícil imaginar um Death Stranding 3. E, apesar dos paralelos tipo pastiche, o andamento de On The Beach é muito mais satisfatório. Não é uma revolução, uma ruptura, um estranhamento, como o primeiro. Só que é mais bem executado.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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