Review da DLC A Ordem dos Gigantes, de Indiana Jones e o Grande Círculo | Series S. Por Gabriel “Fauno” Zissou - Drops de Jogos

Review da DLC A Ordem dos Gigantes, de Indiana Jones e o Grande Círculo | Series S. Por Gabriel “Fauno” Zissou

Do nosso querido amigo História e Games

Publicado originalmente no site Patobah, republicado com permissão do autor e com participação do nosso parceiro História e Games, perfil declaradamente de esquerda no Instagram. Conheça aqui.

INTERESSANTE, MAS SEM A MESMA MAGIA

Indiana Jones e o Grande Círculo é possivelmente o melhor jogo de 2024. Claro que muitos de vocês vão discordar, porque a disputa pelo título de melhor jogo do ano passado foi acirrada, assim como será em 2025. Contudo, é inegável que o Indiana Jones da Bethesda, com Troy Baker na dublagem, impressionou bastante, sendo considerado por muitos a melhor narrativa jogável de 2024 — e também o meu jogo favorito.

Na época em que joguei o título principal, considerei-o a melhor experiência já criada para um jogo do arqueólogo e historiador mais desastrado do cinema. O ritmo da narrativa, os plots bem amarrados (com começo, meio e fim excelentes), a gameplay envolvente, a furtividade bem trabalhada, o senso de mistério absoluto, puzzles incríveis e um combate refinado — só a Machine Games poderia ter entregue tudo isso de forma tão coesa.

Indiana Jones e o Grande Círculo não participou da cerimônia de Melhor Jogo do Ano, mas se tivesse, certamente levantaria polêmicas, pois teria desbancado concorrentes de peso. Mas, como não adianta “chorar pelo leite derramado”, chegou a hora de revisitar Indy no Xbox Series S e reviver aquela experiência perfeita do jogo original, certo? Quase.

Indiana Jones e o Grande Círculo: A Ordem dos Gigantes é uma expansão jogável (DLC), lançada em 4 de setembro de 2025 para PlayStation 5, Xbox e PC. Ela complementa a excelente experiência do jogo base, mas falta-lhe o mesmo impacto que Indy causou em sua estreia.

ROMA, VATICANO…

A Ordem dos Gigantes traz uma nova linha de missões ambientada em Roma, próxima da fase que já explorava o Vaticano. A DLC fica acessível justamente após o jogador terminar a 2ª fase do game. Indy visita rapidamente uma localização no Vaticano e, em seguida, descobre esgotos e catacumbas que o levam até o Rio Tibre.

Zerei a DLC na dificuldade normal, em 5 horas, no Xbox Series S, explorando todos os locais e coletando todos os segredos adicionais. Quem jogar apenas a missão principal, com calma, termina em cerca de 3h30. Para os mais apressados, é possível fechar em até 3 horas.

Evitando spoilers, deixo claro que a história da expansão está atrelada ao enredo principal de O Grande Círculo e contribui para a narrativa geral — mas não muito. A trama começa instigante, mas perde o ritmo pela metade e termina sem acrescentar grandes revelações ao arco principal. Apesar de encerrar de forma razoavelmente satisfatória por si só, fica a sensação de que se trata de uma fase cortada do jogo original e lançada depois como conteúdo extra. Para quem jogar a DLC antes de concluir a campanha, ela pode até fazer mais sentido, mas para quem, como eu, queria respostas mais profundas sobre os mistérios levantados na reta final do jogo base, a experiência acaba sendo boa, mas decepcionante (principalmente porque o final do jogo base é simplesmente incrível).

ENTRANDO NA GAMEPLAY

A gameplay é muito similar ao jogo principal, mas com algumas diferenças: puzzles mais complexos, cenários mais estreitos e claustrofóbicos, exigindo domínio das mecânicas aprendidas mais no fim da campanha original. Vale destacar a escalada de dificuldade dos inimigos, ajustada ao progresso do jogador no jogo base, o que funciona muito bem. Porém, nos quebra-cabeças a história é diferente: jogadores que ainda não terminaram o jogo principal provavelmente terão bastante dificuldade, enquanto os veteranos vão achar tudo mais natural. Outro detalhe é que a DLC acaba entregando pequenos spoilers da narrativa principal, algo que considero uma falta de cuidado por parte da desenvolvedora. Por isso, minha recomendação: jogue a DLC somente depois de concluir a campanha.

No aspecto técnico, o jogo continua excelente. No Xbox Series S, roda com a mesma qualidade de antes, já considerada nota 10 — levando em conta as limitações do console, como a ausência de ray tracing e o upscale de resoluções que chegam a 900p.

A Ordem dos Gigantes é um conteúdo extra bem-vindo, mas que não consegue replicar os elementos que tornaram Indiana Jones e o Grande Círculo um dos melhores jogos de 2024. Não dá para dizer que a DLC é ruim — ainda é Indiana Jones, e isso já garante diversão. Mas, para quem ficou maravilhado com a obra-prima criada pela Machine Games e Bethesda, o conteúdo extra deixa a desejar. Sua história, ritmo e desafios parecem mal encaixados no grande esquema do jogo, sendo uma experiência mais recomendada para veteranos que já concluíram a campanha principal.

CONCLUSÃO

A Ordem dos Gigantes é uma boa adição a um jogo incrível, mas falha em entregar os elementos que marcaram o jogo base. Para veteranos, traz uma experiência narrativa estranha; para novatos, oferece desafios desbalanceados. Ainda assim, é mais Indiana Jones — e isso já basta para alguns.

Leia o texto completo aqui.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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