Por Pedro Zambarda, editor-chefe.

Estou me divertindo com Star Wars Zero Company. E há uma verdade triste envolvendo esse jogo. Sendo um jogo de estratégia, ele foi lançado pela Bit Reactor com a Electronic Arts, a EA. Dentro do game, ao invés de contar a história convencional, resolvi fazer um soldado da República no fim das Guerras Clônicas com uniforme vermelho. Bem comunistão.
Game mostra uma força tática de mercenários, envolvida com as tropas da República Galáctica, contra a Federação do Comércio, os siths e pela força dos Jedi. São os últimos anos do conflito.
A gameplay é um bocado repetitiva, a la XCOM, mas se desenvolve de uma forma numa história que agrada os fãs de George Lucas. Em suma, você escolhe soldados com metralhadora, bazuca, rifle sniper ou blaster, além das habilidades que eles desenvolvem com seus próprios armamentos. Andando com missões de negociações com chefes criminosos e autoridades do governo, você amplia o time Zero Company com recrutamentos pela galáxia.
E há humanos e todas as raças alienígenas da lore de Star Wars.
E a má notícia que envolve Star Wars Zero Company
Antes de seu lançamento, em 27 de agosto de 2026, a maioria dos desenvolvedores de Zero Company foram demitidos do estúdio Bit Reactor sem receberem qualquer remuneração.
A alegação dada foi de falta de fundos e uma suposta disputa entre os sócios da desenvolvedora. Efeito das demissões e da falta de respeito de uma indústria dos videogames que está em seu crash, vendendo jogos como nunca, substituindo trabalhadores por IA e desrespeitando muitos dos envolvidos.
Meu soldado vermelho no game é, de certa forma, um protesto pelos trabalhadores dentro desse game.
O jogo teve grande repercussão no Steam. 16 mil reviews positivos no momento em que eu publico este texto.
Notas
- Gráficos: 8
- Jogabilidade: 9
- Som: 8
- Replay: 8,5
- Nota final: 8,37
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.
