Por Pedro Zambarda, editor-chefe.
Da desenvolvedora pioneira finlandesa Housemarque (uma fusão da Bloodhouse e Terramarque, ambas de 1993 e gerando a nova empresa em 95), hoje propriedade da Sony, Saros roubou as atenções mostrando a competência da Escandinavia em uma ficção sci-fi sobre o sol e perdas. Returnal, em 2021, mergulhava na estética Alien em um roguelite de tiro em terceira pessoas. Seu sucessor espiritual vai além.
Em Saros você controla Arjun Devraj, um explorador da facção Soltari, que é uma equipe planetária focada na exploração de elementos valiosos, como minérios.
No planeta Carcosa, a equipe percebe que a missão será mortal. Trata-se de um planeta com mistérios, desde o passado envolvendo uma antiga civilização humana, até sua realidade hoje.
E há um eclipse que distorce toda a realidade do local, deixando tudo ainda mais perigoso.
Me lembrou muito Duna
Embora nem todos os cenários sejam desérticos, os trajes para temperaturas fortes e a adrenalina de inimigos tipo vermes e que explodem no bullethell me lembrou o romance de Frank Herbert. Um futurismo decadente.
Em que precisamos de energia mais do que nunca.
Mas há outros paralelos possíveis na estética desse game com títulos atuais. Identifiquei também cenários decadentes que me lembraram Elden Ring tanto pelo tom majestoso quanto pelo traçado quebrado.
Você vai morrer muito, mas não tem nada de soulslike
Tem que morrer para acumular pontos e elevar o personagem em caminhos aleatórios, assim como em Returnal. E o jogador, em si, aprende com as dificuldades.
Não é um jogo sobre perfeccionismo. É sobre perda, aprendizado e superação. Com gráficos coloridos e belíssimos do estúdio que começou efetivamente com o desenvolvimento de jogos na Finlândia.
Jogo chegou em 30 de abril e ainda está exclusivo no PlayStation 5 – mostrando o ápice gráfico da máquina.


Notas
Gráficos: 10
Jogabilidade: 9
Som: 9
Replay: 9,5
Nota final: 9,37
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.
