Por Pedro Zambarda, editor-chefe.

Jogar a coletânea Super Bomberman Collection, disponibilizada pela Red Art Games em 5 de fevereiro de 2026 através da Konami, me fez entrar num túnel do tempo. Não por ser um grande fã de Bomberman (não era!), mas por esses clássicos serem de uma empresa chamada Hudson.
Em 2010, eu fui convidado pela empresa Hudson para ser um dos primeiros brasileiros a testar o Kinect da Microsoft, aquele sensor de movimento do Xbox 360, pela revista Veja. E eu só me liguei da relação entre ambos quando estava efetivamente apreciando esse clássico.
Collection foca nas versões de Bomberman entre 1993 e 1997, na fase Super Nintendo e Super Famicon. Super Bomberman 1, 2, 3, 4 e 5 estão disponíveis para você visualizar a evolução do jogo, sendo que os três últimos não tinham uma versão para os Estados Unidos – e agora têm. Os dois últimos estavam disponíveis apenas no Japão.
Quer ir além do SNES? O primeiro Bomberman está aqui
Tal como o primeiro The Legend of Zelda, o Bomberman de 1983 está disponível nesse game como um extra e consegue ser ainda mais difícil do que suas versões no console 16-bits, com menos recursos, inimigos que te forçam a voltar para o começo do estágio.
Tudo para você verificar de vez a evolução de um game que meteu nosso homem das bombas na montagem de cangurus, dinossauros e outros bichos.
Dá para salvar e não depender de passwords
Assim como outras coletâneas que estão saindo, como as da Capcom, a Konami disponibilizou um mecanismo de salvamento na hora para você não sofrer muito na mudança dos estágios. Ou para salvar em pontos específicos e encarar desafios específicos.
Isso não é a mesma coisa do que jogar os clássicos da maneira que eram feitos em 80 e 90, mas são um convite para as novas gerações.
Alguns probleminhas com o jogo do homem da bomba
Senti falta, nos menus, de um ajuste de volume para lives. Em algumas versões dos jogos, o som ficava alto demais para regular com as transmissões do Drops de Jogos. Isso não coloca a coletânea em apuros, mas é um tratamento mais fino que a Red Art Games com a Konami poderia ter disponibilizado para o seu público.
Notas
- Gráficos: 8,5
- Jogabilidade: 8
- Som: 6
- Replay: 8,5
- Nota final: 7,75
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.
