The Legend of Zelda Breath of the Wild. Uma resenha tardia

Breath of the Wild foi lançado em 2017 e, sim, eu só consegui escrever sobre ele da forma que eu gostaria em março de 2019.

Foto: Divulgação

Mas é melhor escrever sobre este jogo agora do que simplesmente deixar passar em branco. Aliás, resenha não deve ter data de validade e ela pode mudar ao longo do tempo.

Pensado como um jogo 2D, como o The Legend of Zelda original de 1986, Breath dá um bafo (literalmente) de renovação da franquia e é a melhor experiência que você terá num Nintendo Switch. Embora exista a versão de Wii U, nada substitui controlar Link numa Hyrule decadente no console que pode rodar numa televisão ou diretamente nas suas mãos.

E a mensagem principal do game é esta: A liberdade está nas suas mãos.

Liberdade com responsabilidade

A história é simples e complexa: Assim como em outros jogos da saga Zelda, gerações anteriores tiveram a Princesa Zelda encarando Ganon e contando com a ajuda do herói do tempo chamado Link. Neste universo, Ganon enfim venceu a batalha, eliminou o herói e corrompeu as tecnologias humanas. Link foi colocado numa câmara da ressurreição e a princesa desapareceu.

Você surge sem habilidades e num reino decadente. O jogo, de maneira sutil, te conta a história envolvente tanto com personagens falantes quanto através de mecânicas. Seus equipamentos são muito precários, espadas quebram e é necessário entender como funciona o cenário.

Por isso, não serão raras as vezes que você vai morrer até entender em maior profundidade as mecânicas que envolvem o universo. Não há, no entanto, punição severa ao jogador. E, ao mesmo tempo, o game não é linear.

E isso tem tudo a ver com sua arquitetura.

Centralismo

Ganon não está escondido no mapa. Ele está no castelo principal, ao centro. Basta andar numa linha reta para chegar nele. No entanto, o Link renascido e sem memórias não é capaz de transpor os obstáculos até o último chefe. O jogo, então, se desenvolve nas periferias.

E os cenários são vibrantes e especialmente lindos no Switch. Tudo reage ao herói. Experimente usar flechas de fogo num cenário com mato alto. Experimente andar no gelo sem ter o traje adequado. E experimente nadar sem ter o fôlego ideal.

Você vai sofrer com esse centralismo.

Zelda RPG

O mapa tem 120 Shrines, dungeons, espalhadas no cenário e, ao completá-las, você recebe um Spirit Orb que permite melhorar seus corações e stamina. Muitas vezes vale a pena encarar mercenários e ganhar uns Rupees para comprar bons equipamentos. Não há jeito correto ou errado de se jogar. O foco é ir incrementando seu personagem. A versão mobile do Switch facilita a evolução do jogo.

Neste aspecto, este Zelda deixa seu lado aventura e entra no RPG de desenvolvimento do personagem link.

Ao mesmo tempo que as possibilidades são grandes e aleatorias, não há uma sobreposição muito grande de main quests e side quests. Tudo é projetado para ir evoluindo conforme a sua própria iniciativa. Nas primeiras resenhas de 2017, muitos jornalistas caracterizaram este foco do jogo como um "vazio do cenário".

E ele reflete o próprio roteiro Breath of the Wild: É um mundo morto em renascimento.

As pontas que se ligam

A liberdade em Breath of the Wild implica em responsabilidade, o que acaba puxando a iniciativa do próprio jogador. Ele é mais um jogo de mundo aberto, como Metal Gear Solid V, The Witcher 3 ou Spider-Man. No entanto, ele remonta o mito dos jogos clássicos e possui elementos cativantes suificentes para atrair novatos pra franquia.

Breath of the Wild é um jogo redondo, fluído e todo conectado. É uma experiência para um jogador que também é coletiva. Uma experiência que não inclui certo ou errado e que cativa tanto pela história quanto pelas diversas combinações de alimentações pro nosso herói.

É bom para novatos e veteranos – e tão livre por isso.

Notas

Gráficos: 10
Jogabilidade: 10
Som: 9,5
Replay: 9,5
Nota final: 9,75

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Categorias:
Resenhas

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