Resident Evil 3 Remake é um bom jogo na pandemia, uma resenha

O jogo toscão para curtir no isolamento da pandemia de coronavírus

Jill Valentine STARS em Resident Evil 3 Remake. Foto: Reprodução/YouTube

Lançado no dia 3 de abril, Resident Evil 3 Remake é um filme de ação ruim.

E isso não é necessariamente uma má notícia para quem ainda não jogou. Mas não espere a mesma experiência de imersão no remake de Resident Evil 2 de 2019. Ele é galhofa, tem partes inspiradas em Dark Souls e tem muito tiroteio.

Esse novo Resident Evil 3 inspirado no título de 1999 traz um trabalho gráfico que impressiona nas cutscenes, com uma Jill Valentine que lembra Lara Croft no remake de Tomb Raider, além de ação frenética a la Uncharted. A história foi revista por inteiro, os cenários são razoavelmente pequenos e há omissões que são sentidas por quem é fã mais fiel de RE.

Mas a Capcom acertou nas cenas de tiroteio e ao preservar o trabalho bastante refinado em zumbis e monstros, o que torna a jornada bastante divertida. Carlos Oliveira, parceiro de Jill e subordinado da Umbrella, tem uma jornada que justifica mais sua presença nessa nova história do que na antiga – embora a gente fique se perguntando como ele atira com tanta precisão com aquela cabeleira toda.

O erro principal do título é na estrela principal: o vilão Nemesis. Ele está implacável, muito presente e perseguindo Jill, mas ele chega a ser previsível nas aparições e é despistado no comando dodge inspirado em Dark Souls.

Os embates com ele soam épicos, mas mecanicamente deixam a desejar. No nível normal para baixo, basta ter armas com munição inflamável ou pesada para atrasá-lo ou mesmo nocauteá-lo.

A visita à delegacia de RE2 não chama tanto atenção quanto em 1999. Mas elementos que marcam a série estão lá.

Resident Evil 3 Remake, como um filme de ação tosco, não deve ser levado à sério.

Se você for jogar com essa mentalidade, vai se divertir com um game graficamente bastante satisfatório e um tema que tem tudo a ver com a pandemia de coronavírus que estamos vivendo. Afinal de contas, mais do que tomar susto, o que dá mais vontade nesse isolamento social é de, sim, dar tiros em monstros.

A localização em português está muito bem feita, com expressões como “bora” e “nois” nas legendas dando um tom todo informal para os diálogos no meio do apocalipse zumbi de Raccoon City.

NOTAS

Gráficos: 9,5
Jogabilidade: 7,5
Som: 8
Replay: 8,5
Nota final: 8,4

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.