No fim de fevereiro, o Governo do Estado de Nova York processou a Valve pelo uso de lootboxes em jogos da empresa. E, nesta quarta (11), a dona da Steam finalmente se pronunciou sobre o caso.
Em uma postagem publicada na página de suporte da Steam, a Valve afirma que não acredita que a forma como a empresa utiliza lootboxes em jogos como Counter Strike 2, DOTA 2 e Team Fortress 2 está em desacordo com as leis do estado de Nova York. A empresa ainda afirma se sentir desapontada pelo movimento da promotoria do estado, principalmente pelo fato de que eles estão trabalhando desde 2023 para educar funcionários do governo do estado sobre o que são os itens virtuais desses jogos.
A empresa afirma que já explicou que essas lootboxes não são necessárias para se acessar o jogo, e as comparou com produtos não-virtuais que existem no mercado. Segundo a empresa, ela já explicou que essas lootboxes são um equivalente virtual a pacotes de cartas (como as que a gente vê em Magic: The Gathering e Pokémon ou, no caso específico dos EUA, cartas colecionáveis de jogadores de beisebol) e as conhecidas “caixas surpresas” dos Labubus.
Ela ainda afirma a maioria dos jogadores nunca adquiriu essas lootboxes e conseguem jogar qualquer um desses games sem qualquer desvantagem, já que os produtos delas são apenas cosméticos e não interferem em nada no jogo em si.
A empresa ainda afirma que possui um longo histórico de banir contas que comercializam esses itens em sites de apostas, pois esta prática viola as regras de uso da Steam. Ainda segundo a Valve, ela enxerga com preocupação o processo encabeçado por Letitia James, procuradora-geral do estado de NY, pois a empresa entende que ela passa a mensagem de que esses itens cosméticos não devem ser transferíveis entre diferentes contas – um direito que a Valve entende como absoluto.
Além disso, a Valve também vê problemas em algumas das informações que a promotoria está exigindo, pois estaria exigindo um acesso aos dados dos jogadores muito maior do que aqueles que a empresa já possui, e que ela já possui uma verificação de idade em qualquer compra feita dentro da Steam.
Por isso, a Valve se recusa a efetuar as mudanças pedidas pela procuradora, porque ela entende que nenhuma das práticas da empresa fere a legislação do estado de NY. E afirma que ela está aberta a fazer mudanças na forma como utiliza lootboxes e no tipo de informação que é coletada dos usuários caso o estado aprove uma nova legislação que opere de forma mais específica sobre essa prática. Este tipo de legislação é algo que é discutido há anos, mas que até o momento não se tornou um projeto de lei real.
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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

