Num vídeo publicado no seu canal no YouTube, Kiko Loureiro foi questionado sobre o que pensa a respeito de Slash do Guns’N’Roses. A resposta veio sem rodeios: “Slash é o guitar hero definitivo, certo? Ele formou uma banda icônica. Ele compôs riffs icônicos. Solos icônicos”.
“Ele compôs a trilha sonora de uma geração! Ele tem um visual bacana no palco. O que mais posso falar? Ele tem um ótimo timbre de guitarra também. Sou um grande fã dele.”
Mas a admiração de Kiko Loureiro por Slash vai além da importância histórica do guitarrista. Em matéria de 2016 da Metal Hammer, o brasileiro citou o solo de “Sweet Child O’ Mine” como exemplo de algo raro na música atual: um solo que funciona como uma música dentro da música, recurso comum nos anos 70, mas cada vez mais raro nos tempos atuais.
Ao comentar o solo de Ritchie Blackmore em “Highway Star”, do Deep Purple, Loureiro explicou: “Nos anos 70, os solos eram mais longos e havia mais improvisação. Havia mais espaço, em todos os estilos musicais daquela época. Você podia relaxar mais como músico e realmente contar uma história”.
“Hoje em dia, o vocalista precisa começar a cantar nos primeiros segundos! As pessoas não querem esperar e tudo é mais rápido. O que até funciona se você for de uma banda progressiva – ainda dá pra ter um solo de um minuto. Mas não sinto falta daqueles velhos tempos: é só um fato”.
Em seguida, fez a associação direta entre Slash e Ritchie Blackmore: “O solo do Ritchie Blackmore aqui é como uma música por si só. Uma música dentro da música, que te leva pra outro lugar, assim como o solo do Slash em ‘Sweet Child O’ Mine’.” A menção específica a “Sweet Child O’ Mine” coloca o solo entre aqueles que conseguem romper a estrutura da música tradicional e criar uma seção instrumental com identidade própria – algo cada vez mais raro nas produções contemporâneas.
Kiko destacou também o aspecto técnico e melódico do trabalho de Blackmore, traçando um paralelo com outros guitarristas que marcaram época.
“O trabalho do Ritchie era tão limpo e melódico; ele trouxe todas aquelas influências barrocas da música clássica europeia. Assim como Eddie Van Halen – ou Steve Vai, ou Yngwie J. Malmsteen – ele toca como se a guitarra fosse parte do corpo dele”.
Ao comparar Slash com nomes como Blackmore, Vai e Van Halen, Kiko Loureiro demonstra que enxerga no guitarrista do Guns N’ Roses mais do que estilo e popularidade. Ele vê ali uma capacidade rara de transformar solos em narrativas, com começo, meio e fim, como acontecia na década de 1970.
Com informações do Whiplash.net.

Slash e Kiko Loureiro. Foto: Wikimedia Commons/Montagem Pedro Zambarda/Drops de Jogos
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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.