O HoloLens da Microsoft vai ser sua próxima interface com os games; veja o motivo

Sistema de projeção holográfica em escala real deve revolucionar várias atividades virtuais e a interação com os games.

  • por em 3 de maio de 2015

A Microsoft pegou o mundo de surpresa com o anúncio do sistema HoloLens, que promete oferecer uma nova forma de interação com o universo digital por meio da realidade virtual. O processo, definido pela empresa como "computador holográfico", tem um sistema de hardware dedicado, com um processador exclusivo denominado Holographic Processing Unity (HPU), responsável pela criação e manipulação das holografias. Diferente das propostas de realidade virtual como o Oculus Rift ou Gear VR, o novo projeto da Microsoft tem tudo para revolucionar as atividades virtuais e a forma como os jogadores irão interagir com os games e o mundo real.

O projeto promete inserir no ambiente presencial os elementos virtualmente produzidos pelo sistema, criando o que a empresa chama de "realidade mista". Embora a novidade tenha aplicação em várias frentes no uso cotidiano de computadores, como a abertura de diferentes janelas para planilhas, edição de vídeo e modelagem 3D, a revolução virtual prometida pela Microsoft deve apresentar grande impacto na produção e uso dos games.

No vídeo de demonstração do projeto a empresa já mostra a presença de Minecraft, deixando evidente as possibilidades de construção em 3D para o jogo, mas há ainda outras oportunidades que deverão ser descobertas pelas desenvolvedoras, de forma muito mais consistente do que aconteceu, por exemplo, com as tecnologias do Wiimote e do Kinect, que jamais foram plenamente abraçadas pelas produtoras de jogos. Ao New York Times, Satya Nadella, presidente executivo da Microsoft, declarou a importância de Minecraft para o novo projeto já nas fase de pesquisa do sistema: "Vamos ter um jogo que, de fato, nos ajude a mudar fundamentalmente novas categorias. O HoloLens já estava em produção e nós sabíamos disso", afirmou o executivo. Considerando as potencialidades da nova tecnologia é fácil entender a decisão de deixar o Kinect em segundo plano. A partir destas avaliações, outras propostas imersivas chegarão em breve.

Considere as imagens acima, retiradas do vídeo de divulgação do projeto, por exemplo. Na primeira temos Minecraft, que pode ser explorado detalhadamente na sala de casa ou na garagem, dependendo do espaço disponível e do número de participantes na brincadeira (e, obviamente, das condições que o hardware oferecer para esta atividade imersiva conjunta). Na segunda imagem, nós vemos um processo de modelagem e acabamento em 3D e é possível imaginar o uso da tecnologia em games como Angry Birds Bad Piggies ou Dungeons & Dragons Online, nos quais o jogador possa construir as traquitanas para o voo dos porcos malvados ou assumir a forja para a produção de um armamento específico para os combates online. Da mesma forma, a imagem 3D para exploração, como visto no terceiro quadro, sugere a possibilidade de administração de hordas em jogos como World of Warcraft e League of Legends ou a aplicação de soluções em jogos como Crayon Physics ou o posicionamento de personagens em jogos de estratégia baseados em turno (turn-based strategy), como Civilization, Xadrez ou Battle Worlds: Kronos, entre outros. Por último, a possibilidade de escanear desenhos e colori-los com o sistema leva a considerar condições para games como Drawn to Life ou projetos como Painting Party, idealizados para o Kinect da empresa no passado. Outras apostas como jogabilidade em tempo real co-op em jogos de guerra ou de dança são apenas uma questão de tempo até se tornarem também disponíveis no mercado.

Estas são apenas algumas ideias e certamente não faltará criatividade às empresas para idealizar experiências imersivas com a nova tecnologia, se o projeto se mostrar consistente e economicamente viável. Mesmo que esta proposta não vingue por quaisquer motivos, a ideia está lançada e não há dúvidas que outras empresas abraçarão a oportunidade. Sua interação com games jamais será a mesma.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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