Paixão por games conduz jovens brasileiros ao empreendedorismo, com investimento milionário

Curiosamente, mesmo tendo aproximado os programadores, games ainda não fazem parte dos negócios da dupla.

  • por em 10 de novembro de 2015
Imagem: Pedro e Henrique - Foto: Fernando Perecin/BBC

O paulista Henrique Dubrugras, de 19 anos, e o carioca Pedro Franceschi, 18, encontraram-se pela primeira vez através de um debate via Twitter sobre programação e software. O resultado dessa conversa deu origem a um negócio que já atraiu investimentos na casa de R$ 1 milhão. A paixão pelos games foi a porta de acesso para esta revolução na vida dos jovens empreendedores.

Um artigo da BBC apresentou a história dos jovens, que iniciaram cedo suas atividades em programação: Henrique era fã do jogo online Ragnarok, da empresa sul-coreana Gravity Corporation, e Pedro gostava de criar aplicativos para o iPhone, como o 'hack' que permitia ao programa Siri entender português em 2012. A partir do encontro via internet, os jovens decidiram criar uma empresa para atuar no ramo de pagamentos online. Como afirma a reportagem, Henrique já produzia sua própria versão de Ragnarok, em servidores criados por ele e que podiam ser utilizados pelos jogadores mediante pagamento. Pedro, por sua vez, criou com amigos, durante uma maratona de hackaton, o AskMeOut, aplicativo que exigia de rapazes um valor para 'curtir' as meninas que se inscreviam no programa, dispostas a conhecer novas pessoas. Do foco conjunto, nasceu o Pagar.me, sistema de pagamento online, com uma empresa que já emprega 30 funcionários e conta com cerca de 200 clientes.

Curiosamente, os games que serviram como motivo da aproximação entre os jovens ainda não fazem parte dos negócios da dupla. O sistema poderá ser utilizado em novos projetos de jogos como forma de pagamento, mas, como parece demonstrar Henrique, a empreitada está apenas começando. "Na realidade, nós ainda somos adolescentes. Gostamos de jogar videogame e de sair com os amigos", explicou. "Somos apenas duas pessoas normais que tocam um negócio."

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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