Conheça a história de Marcela Trujillo, a criadora da loja de jogos brasileiros Souking

Mulher em um posto dominado por homens, a gaúcha Marcela Quintela Trujillo cursa Relações Internacionais e, ao contrário do senso comum, não quer ir para o Itamaraty ou virar diplomata. O sonho dela sempre foi trabalhar no setor privado e ela não se adequou aos empregos. Decidiu criar um negócio próprio aos 22 anos. Foi desta forma que surgiu a loja Souking para comercializar games brasileiros, fundada com ajuda de dois sócios.

Foto: Arquivo Pessoal

Veiculada com a associação regional do Rio Grande do Sul, a ADJogosRS, Marcela ouve críticas ao seu negócio pela existência do Steam e de grandes locais de venda digital internacional desde o começo. Mesmo assim, a empreendedora diz que tem sucesso por não ter que encarar a pirataria global e é respeitada por outras lojas brasileiras, como a Splitplay e até a incubadora Labindie.

"Quando recebia críticas no começo, chegava a ficar visivelmente nervosa. Hoje eu encaro numa boa. Nem todo mundo nasce para ser empreendedor. Se este não é o seu caminho, vá para outro. Se está nessa e não deu certo, faça uma mudança e vá fazer um concurso. Não há escolhas melhores ou piores", disse a jovem ao empresário da Smyowl, companhia de Sorocaba, Marcelo Alegretti. A entrevista entre ambos foi gravada pelo programa Hangout (Google) no site parceiro Indústria de Jogos. Material foi ao ar no dia 2 de setembro.

"Todos tratam com peculiaridade o fato de eu ser mulher e meus professores trataram meu negócio como brincadeira na faculdade. No entanto, eu não acho que o fato de eu ser mulher é um diferencial. Gosto de me destacar pelo meu profissionalismo e pela minha competência. Não gosto do destaque que isso tem e quero um tratamento de igual para igual. As mulheres, no entanto, precisam se fortalecer para conquistar o espaço desta forma", complementou.

Quer saber como foi a conversa? Confira o vídeo completo abaixo.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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