Drops de Jogos recebeu informações oficiais do BRICS. Sob a presidência brasileira, a primeira reunião do Grupo de Trabalho sobre Gestão de Desastres do BRICS destacou o combate às desigualdades como eixo central para reduzir as vulnerabilidades.
O encontro também enfatizou a importância do processo participativo para a prevenção de risco e na construção de estratégias inclusivas. Conforme destacou o secretário nacional de periferias do Ministério das Cidades, Guilherme Simões, um dos principais desafios do grupo é conectar as desigualdades sociais às vulnerabilidades climáticas, buscando parcerias e mecanismos de financiamento para efetivar essas prioridades.
O grupo busca promover estratégias inclusivas e comunitárias para a prevenção, a preparação, a redução e a resposta a desastres, com foco em populações vulneráveis, como mulheres, jovens, povos indígenas e pessoas com deficiência. De acordo com o secretário, o governo brasileiro tem trabalhado para integrar essa transversalidade entre o combate à desigualdade com a gestão de desastres, que vem sendo trabalhada no G20 e ganhou destaque no grupo do BRICS.
“O presidente Lula, no âmbito do G20, trouxe a proposição da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, que está conectada à pauta. A gente percebeu agora no BRICS também, nessa primeira reunião, que essa concepção é uma concepção a ser adotada por todos os países”, acrescentou Simões.
Coordenado pelos ministérios da Integração e do Desenvolvimento Regional (MDIR) e das Cidades, o grupo opera com base em princípios de desenvolvimento sustentável, inclusão social e cooperação internacional, alinhando-se com compromissos globais, como os estabelecidos na Declaração de Kazan, quando o grupo foi criado, e no Grupo de Trabalho de Redução de Risco de Desastres do G20.
Política externa alinhada à interna
Alinhada à política de governo brasileiro, umas das prioridades do grupo é o desenvolvimento de Sistemas de Alerta Precoce Inclusivos (CBEWS), que integra, conhecimentos tradicionais e tecnologias modernas para comunicação eficaz. O secretário nacional de proteção e defesa civil do MDIR, Wolnei Wolff, destacou o programa Defesa Civil Alerta, sistema que envia mensagens de texto para celulares em áreas de risco de desastres naturais.
Guilherme Simões disse que, durante muito tempo, a gestão de risco foi relacionada à resposta ao desastre, mas também é fundamental abordar a questão da prevenção. Ele reforçou que “a discussão da gestão de risco, durante muito tempo, foi muito viciada no debate da resposta. Os países do BRICS abordam a questão da prevenção como uma discussão de salvamento de vidas e de efetividade do uso dos recursos públicos”.
Papel do Banco do BRICS
A prevenção ganha força no grupo do BRICS, que tem recebido o tema com bastante entusiasmo, destacou Simões. Uma particularidade do grupo é a existência do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), que pode desempenhar papel crucial no financiamento de projetos de gestão de riscos.
“Nós temos uma oportunidade importante, que é o BRICS possuir banco próprio; por isso é fundamental a inserção desse banco no debate, para estimular o uso de recursos de investimentos dos Estados nacionais nas políticas de gestão de risco, especialmente relacionados à prevenção”, frisou Guilherme Simões.
O secretário Wolff complementou dizendo que a questão de financiamento climático é um tabu na comunidade econômica internacional. Ele enfatizou que o presidente Lula tem elevado essa bandeira nos fóruns internacionais, criticando a falta de sensibilidade dos países desenvolvidos em financiar as questões conectadas à gestão de desastres; mas o secretário reiterou que é possível trabalhar com outros bancos multilaterais e com outros países que se dispõem a cooperar nesse âmbito.

GT sobre Gestão de Desastres do BRICS promove primeira reunião por videoconferência, na sede do BRICS sob a presidência brasileira | Foto: Rafael Lima/BRICS Audiovisual/Montagem Pedro Zambarda/Drops de Jogos
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