CCXP23: Junji Ito é o grande destaque desta sexta-feira

Conversamos com ele

Junji Ito. Créditos: Diego Padilha/ I Hate Flash

Junji Ito. Créditos: Diego Padilha/ I Hate Flash

Drops de Jogos recebeu informações oficiais. CCXP23: Início desta sexta-feira é marcado por painéis de Adult Swim e Junji Ito no Palco Thunder by Claro tv+.

A sexta-feira começou animada na CCXP23. O Palco Thunder by Claro tv+ foi marcado pela estreia de Adult Swim, conteúdo apresentado pelo youtuber e músico Lucas Inutilismo, que contou com Spencer Grammer, intérprete de Summer em “Rick and Morty”: “Tem sido uma jornada incrível. Nem acredito que são 10 anos”, afirmou.

Guilherme Briggs, icônico dublador brasileiro e parte da produção de “Sociedade da Virtude”, surgiu sob muitos aplausos e gritos, fazendo imitações de seus personagens mais conhecidos, como Grinch, Yoda e Superman. “lan chegou para mim e falou que tinha um personagem incrível, que era o Superman deles. Mas eu perguntei se não podia fazer a Pantera Ruiva”, contou. No fim, o artista ficou com o papel que ele queria. Durante a despedida, a equipe de produção anunciou que já havia assinado contrato para novos episódios originais da série no Adult Swim e na HBO Max.

Para o segundo painel do palco Thunder by Claro tv+, Junji Ito, mestre do horror e mangaká japonês, se juntou a Marcelo Forlani (Omelete) e Bruno Zago (Pipoca & Nanquim) para uma conversa sobre os 35 anos de carreira do lendário artista. De início, ele declarou que continuará escrevendo sobre o personagem Tomie, em uma história mais curta.

“Faz tempo que não me encontro com Tomie. Quero que essa parceria dê certo, então vou me dedicar”, afirmou. Ele exaltou a energia e paixão brasileira e disse que “talvez leve um pouco dessa paixão para Tomie. Está dentro de mim e pode acabar refletindo na história”.

Palco Omelete by BB

Nada melhor que uma competição alegrar o público. Quatro fãs de Lana Parrilla subiram ao palco para ver qual deles iria se sentar ao lado da atriz durante a entrevista. A disputa foi acirrada e tão animada que atraiu boa parte das pessoas que passeavam pela CCXP para a arena, com a paulista Camila Borges de Carvalho, 34 anos, que acabou saindo vencedora. “Eu não tenho nem mais voz, e não consigo nem falar; ela é perfeita. É mais um sonho realizado, obrigada CCXP”, afirmou a fã.

Quando Parrilla surgiu no espaço, foi recebida a gritos de “Lana eu te amo”. Emocionada, a atriz e eterna Rainha Má agradeceu e completou: “Assim vocês vão me fazer chorar”. Em uma papo descontraído, ela comentou que estar no Brasil nunca é muito tempo suficiente, pois ama o país. Questionada sobre a participação em uma produção brasileira como vilã, Lana brincou: “É melhor eu começar logo a aprender português”, concluiu antes de tirar diversas fotos com o público.

Palco Ultra

O dia no palco Ultra na CCXP23 começou com o painel “Comix Zone: Uma editoria improvável” com o escritor Ferrez e o editor, designer gráfico e crítico de quadrinhos, Thiago Ferreira, batendo um papo sobre a origem e proposta da produtora de quadrinhos.

“É um gibi bem mais profundo, por ter duas histórias. É para mostrar um Brasil que as pessoas acham que não existe. Onde a pessoa constrói, mas não usufrui. É uma resposta à teoria da meritocracia”, comentou Ferrez, em meio aos aplausos do público para as novidades.

O segundo painel do espaço trouxe as “Furiosas! Mulheres que chutam bundas”, fazendo uma análise feminina sobre o cenário pop de 2023. A apresentadora Gabriela Borges, do Mina de HQ, chamou Bianca Pinheiro, Carol Ito, Carol Rossetti, Fabiana Laguna, Helô D’Angelo, Luiza Lemos e Tai Silva para essa conversa.

“Sempre que falam de diversidade, as pessoas se isolam em uma caixinha. Eu acho que é importante a gente falar sobre representatividade feminina, mas é importante lembrar que as mulheres que estão dentro desse recorte podem falar sobre inúmeros outros assuntos”, comentou Tai.

Artists’ Valley by Bis

O público pode interagir com os 500 quadrinistas reunidos no Artists’ Valley by Bis. Artistas consagrados, como Bilquis Evely, John Romita Jr, Pepe Larrraz e Glauco, expuseram ao lado de fenômenos da internet, como Carlos Ruas (Um Sábado Qualquer), Leandro Assis e Triscila Oliveira (Os Santos) e Will Leite (Dona Anésia).

O espaço também apresentou todo tipo de conteúdo feminino, de autovalorização e de exposição à masculinidade tóxica como no livro “Boy Dodói”, que reúne 11 histórias de relacionamentos abusivos.

Cada uma delas roteirizada e desenhada por uma artista diferente, com a edição atual realizada por Heloísa D’angelo, que participa pela primeira vez como convidada junto de Bebel Abreu e Carol Ito. “Mesmo com tantas mulheres atuando no universo dos quadrinhos, de ponta a ponta como eu, ou ainda como roteirista, quadrinista e colorista, elas acabam sendo preteridas em eventos e premiações. Precisamos aumentar a presença das mulheres, precisamos que nos convidem”, explica ao dizer da importância de conteúdos femininos.

Serviço CCXP: 

Datas: de 30 de novembro a 3 de dezembro de 2023.   

Local: São Paulo Expo
Rodovia dos Imigrantes, 1,5KM – São Paulo/SP   

Horário de funcionamento do evento:  

SPOILER NIGHT (29/11/2023): das 18h às 21h*

Quinta-feira (30/11/2023): das 12h às 21h  

Sexta-feira (01/12/2023): das 12h às 21h  

Sábado (02/12/2023): das 11h às 21h  

Domingo (03/12/2023): das 11h às 20h  

*Apenas para imprensa, convidados e clientes que adquiriram as credenciais Epic Experience, Full Experience e Unlock. 

Sobre a CCXP   

A CCXP é o maior festival de cultura pop do mundo. O evento, idealizado e produzido pela Omelete Company, já recebeu mais de 1.5 milhão de pessoas ao longo de todas as edições em São Paulo, uma edição da CCXP Tour em Recife e uma edição internacional da CCXP Cologne, na Alemanha. Com dois eventos digitais, sob o selo de CCXP Worlds, a marca alcançou uma audiência de mais de 7.5 milhões de usuários, distribuídos em 139 países. Com números e recordes próprios, a CCXP vai muito além das estatísticas: é um sentimento. Um lugar de pertencimento e liberdade, proporcionando experiências inesquecíveis para quem vai e impactando positivamente a sociedade. Tudo isso pode ser resumido pela palavra que simboliza a essência do festival: épico.   

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Junji Ito. Créditos: Diego Padilha/ I Hate Flash

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