Professor brasileiro mantém servidor de rede para uso educacional gratuito de Minecraft

Professor utiliza game como recurso educativo em sala de aula e teve seu trabalho reconhecido pela Microsoft.

  • por em 6 de junho de 2015

O professor Francisco Tupy, atuante no Colégio Visconde de Porto Seguro, em São paulo, mantém um servidor para uso educacional do jogo Minecraft a qualquer aluno ou profissional da área, gratuitamente. A ideia surgiu após a premiação de seu trabalho com o game no evento sobre educação e tecnologia, promovido pela Microsoft, no qual seu projeto foi contemplado.

O profissional conta que tudo começou com a indicação de sua produção educacional com o game Minecraft como um dos finalistas do Microsoft Innovative Expert Educator Program, programa da empresa de softwares realizado entre os dias 28 de Abril a 1º de maio passado, nos Estados Unidos, dentro do evento o Global Educator Exchange (E²). "Participei apresentando minha oficina de games com Minecraft. Em um total de 800 projetos apresentados ao programa da Microsoft, dos quais 136 desenvolvidos na América Latina, 20 foram os trabalhos selecionados, sendo apenas três criações do Brasil", explicou o educador. Meu projeto era o único envolvendo games", comentou.

Quatro professores brasileiros, Tupy entre eles, foram selecionados em um extenso processo seletivo ao longo de 2014 e embarcaram para o desafio Microsoft Educator Challenge, onde os times formados com outros mestres de cada continente puderam elaborar soluções para a educação envolvendo recursos tecnológicos.

Francisco Tupy desenvolveu uma disciplina voltada para alunos do 6º ano do ensino fundamental ao 1º ano do ensino médio. O projeto aproveita o fascínio e o tempo gasto pelos jovens com jogos para trabalhar conceitos de game design, gestão de processos e narrativa. Batizado de Ópera Tecnológica, o projeto procura fazer com que os alunos entendam a diferença entre jogar e produzir um game, desenvolvendo conhecimentos de tecnologia no idioma alemão (parte do currículo do colégio em que leciona), e de trabalho em equipe, entre outros. “Nesta disciplina, o professor exerce o papel de provocador, com a intenção de identificar, incentivar e colocar várias habilidades individuais para trabalhar juntas", esclareceu Tupy. "O resultado é um grande projeto baseado em tecnologia. Fizemos vários jogos analógicos e digitais com alunos de 13 a 16 anos, nas aulas. É essencial converter o interesse das crianças nos games para dentro da sala de aula, levando ao aprendizado da teoria. A tecnologia tem que servir como ponte”, acredita.

Com o recebimento da premiação, Tupy considerou que sua proposta deveria permitir oportunidades para outros profissionais e estudantes ao redor do mundo. "Depois da ida à Microsoft, fiquei pensando em como manter contato e ajudar professores que pediram ajuda", comentou, dando início ao processo, que hoje conta com o apoio do Windows Azure. "Comecei com 20 países na lista, sendo o primeiro o Vietnâ", informou.

O professor não tem dúvidas quanto ao potencial educacional dos games. "É imperativo usar os instrumentos à nossa disposição para criar o futuro, pensar, pesquisar, validar metodologias e transformar a nossa realidade. Motivado por isso, subi o servidor de ‪#‎Minecraft‬ para realizar pesquisas acadêmicas, compartilhar experiências com professores e integrar alunos de diversas partes do mundo. Ainda está em caráter de testes, mas já temos dezenas de países em contato e iniciando projetos", afrmou o professor na ocasião de lançamento do projeto.

O Drops de Jogos parabeniza o profissional e esta brilhante iniciativa. Que outros programas surjam no país e possam ser reconhecidos mundialmente.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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