Ubisoft sofre enxurrada de tuítes em protesto a pesquisa sem acesso ao público feminino

"Vocês desenvolvem os games mais intrincados, mas não conseguem gerenciar um clone de SurveyMonkey? Sério mesmo?"

  • por em 6 de julho de 2016
Imagem: arte a partir de print screen da tela de pesquisa da empresa.

A Ubisoft está na mira do público engajado contra o preconceito de gênero. A empresa lançou uma pesquisa online para jogadores que, após a identificação, impedia o prosseguimento se o internauta não se apresentasse como pertencente ao gênero "masculino".

A tela inicial da pesquisa permitia a escolha do gênero feminino para, em serguida, levar a uma mensagem que dizia: "infelizmente, seu perfil não se adequa a essa pesquisa".

O assunto bombou na internet e os usuários da rede social Twitter não aceitaram as desculpas da empresa, que rapidamente afirmou tratar-se de um erro no sistema.

O site BoingBoing comentou, com razão, que "as empresas de games levaram um cacete durante vários anos por sua incapacidade de entender, atender e apreciar a massa de clientes do sexo feminino, mas é raro a falta de visão comercial de uma empresa ser tão vividamente ilustrada em apenas duas telas".

Após a retratação da Ubisoft no Twitter, que disse já ter resolvido o problema, com pleno acesso para todos à pesquisa, dezenas de pessoas manifestaram sua indignação contra o deslize da empresa.

"Vocês desenvolvem os games mais intrincados, mas não conseguem gerenciar um clone de SurveyMonkey (companhia de pesquisas em nuvem)? Sério mesmo?", desabafou uma das internautas.

"É a Ubisoft. Você realmente espera que eles façam as coisas direito?", disparou outra, em uma breve discussão na troca de respostas.

"@Ubisoft: Parece ser um "erro" enorme. Toda vez que eu começo a pensar que vocês se preocupam com jogadores do sexo feminino, você fazem algo assim", sentenciou outra jovem. Outras dezenas de comentários pela rede mostram a indignação de jovens de ambos os gêneros com o descuido da empresa.

A desenvolvedora não voltou a se pronunciar sobre o problema.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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