Comediantes Castro Brothers lançarão jogo retrô em janeiro de 2016; confira entrevista com eles

Marcos Castro e Matheus Castro vão lançar, em janeiro de 2016, o jogo retrô inspirado em gráficos 8 e 16 bits chamado A Lenda do Herói. O game tem uma trilha original composta pelos humoristas Castro Brothers e Dumativa com ajuda do compositor Vitor Ottoni nos vídeos, famoso por músicas de jogos como Aritana e a Pena da Hárpia da Duaik Entretenimento.

Foto: Divulgação/Campus Party Recife

A Lenda do Herói estrou em pré-venda a partir do dia 20 de julho na Nuuvem. A versão Standard é vendida a R$ 29,99, enquanto a versão Premium com skins de vários youtubers brasileiros, como Jovem Nerd e Cauê Moura, sai por R$ 54,99. O jogo roda em Windows, Mac e Linux.

O game foi pensado em janeiro de 2012 e era uma série de animações em quatro episódios com mais de quatro milhões de visualizações no Youtube. Os irmãos humoristas decidiram então viabilizar o jogo em setembro de 2014 por meio de um crowdfunding, promovido através do site Catarse. Nas primeiras 24 horas arrecadou R$ 38.927,00 com ajuda de 6111 pessoas ao todo.

Em apenas onze dias, a iniciativa superou a meta inicial de R$ 125 mil e, ao longo de dois meses, angariou R$ 258.567,00.

O título tem oito mundos com duas fases e um chefe, canções compostas e interpretadas pelos Castro Brothers, além de gráficos e animações em pixel art com resolução nativa de 640 × 360 pixels. Para entender melhor sobre o game, Drops de Jogos conversou com Marcos e Matheus Castro.

Confira.

Drops de Jogos – Marcos e Matheus, tudo bem? Como estão? De quem foi a ideia de fazer a A Lenda do Herói?

Marcos – Tudo ótimo, obrigado por perguntar! A ideia inicial do jogo foi minha. No final de 2011, o YouTube lançou um concurso chamado YouTube NextUp Brasil. Para participar deste concurso, pensei em fazer um vídeo que unisse nossas habilidades na comédia, música, games e pixel art. Com esses quatro pilares em mãos, não demorou muito para chegarmos no conceito do primeiro vídeo “A Lenda do Herói”. Depois de publicado o vídeo, muita gente acreditou que a animação era um jogo de verdade, enquanto outros pediram que fizéssemos um jogo. Resolvemos juntar a demanda do público com um desejo antigo nosso de ter o próprio jogo. E cá estamos nós.

Matheus – Nós sempre fomos fãs de RPG, apesar de não considerarmos A Lenda do Herói um RPG. Mas sim, somos fãs do gênero, principalmente os jRPGs das eras 8 e 16 bits, como Final Fantasy, Chrono Trigger, Phantasy Star e Shining Force.

Drops de Jogos – Vocês revezam nas cantigas do herói principal? De quem foi a ideia de embutir músicas próprias no game?

Marcos – Ao contrário do que muita gente pensa, sou eu que dou voz ao Herói. Apesar do Matheus ser o vocalista da nossa banda e da maioria dos vídeos musicais no nosso canal do YouTube, neste projeto eu acabei ficando responsável pelas canções. O Herói tem um lado sarcástico, questionador e, por eu ser comediante, acreditamos que seria melhor para o personagem que ele tivesse essa veia cômica, apesar do Matheus cantar melhor do que eu!

Matheus – A ideia de usar canções próprias veio dos dois ao mesmo tempo, porque nós dois chegamos juntos à conclusão de que um jogo como A Lenda do Herói só faria sentido se ele tivesse a trinca que é nossa marca registrada no YouTube: Música, humor e games.

Drops de Jogos – Além de Mario e outros games de plataforma 2D, quais foram as inspirações de vocês na Lenda do Herói?

Marcos – A maior referência foi Wonder Boy in Monster World para Mega Drive. O sprite original do herói é uma releitura do protagonista do Wonder Boy, o Shion. Como a música é um ode aos clichês tradicionais dos jogos de plataforma 2D, naturalmente acabamos nos baseando em vários clichês presentes em jogos clássicos como Mario, Alex Kidd, Mega Man e muitos outros.

Matheus – No que diz respeito à narrativa do jogo, eu diria que as maiores influências são Bastion, Thomas Was Alone e The Stanley Parable. Quando observamos estes jogos, nós concluímos que, apesar disso ser algo inédito até então, seria possível pegar esse conceito de narrativa dinâmica e torná-lo musicado.

Drops de Jogos – Pergunta mais pessoal: Quais são os games favoritos de cada um de vocês?

Marcos – Shining Force II, Chrono Trigger e FIFA – é, ninguém é perfeito.

Matheus – Earthbound, ICO, Half-Life 2, Yoshi’s Island e Gunstar Heroes.

Drops de Jogos – Vocês gostam de ver canais de gameplay no YouTube? Quais?

Marcos – Eu gosto de ver canais de gameplay para conhecer os jogos antes de comprar, mas confesso que atualmente tenho me divertido muito com canais de gameplay com foco no humor. Gosto muito de canais como o BRKsEdu, Coisa de Nerd, Zangado e MrPoladoful.

Matheus – E eu gosto muito do NerdPlayer, do Game Grumps e do ProJared.

Drops de Jogos – Antes do jogo de vocês, conheciam algum game que tinha músicas brasileiras na trilha sonora?

Matheus – Um jogo brasileiro em particular me chama a atenção pela trilha sonora: Aritana e A Pena da Harpia, do estúdio Duaik. A trilha sonora, composta pelo Vitor Ottoni, do qual sou fã e amigo, é excelente!

Drops de Jogos – O que os fãs das apresentações de stand-up comedy e dos vídeos de vocês no YouTube podem esperar deste game?

Marcos – Nós esperamos que o público se divirta jogando não só pela jogabilidade, mas também pela trilha sonora, arte e, é claro, pelo roteiro, que será repleto de piadas. Esperamos que todos se divirtam, mas que também apreciem o enredo que foi construído. Quem acha que será um jogo sem roteiro, só com piadas soltas, está enganado!

Matheus – Sim, o jogo vai ter surpresas interessantes. É só o que tenho a dizer (risos).

Veja o vídeo de divulgação do game.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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