Como os investimentos de US$ 53 bilhões da China para o Brasil podem ajudar o mercado de games

A presidente Dilma Rousseff e o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, assinaram em Brasília ontem, 19 de maio, 35 acordos em oito áreas de investimento para US$ 53 bilhões de aporte financeiro. Os tratados aproximam a China do Brasil em áreas como planejamento estratégico, infraestrutura, transporte, agricultura e energia. Haverá também cooperação entre os dois países nas áreas de mineração, ciência e tecnologia e comércio.

Foto: Roberto Stuckert Filho/Presidência da República

Ou seja, os acordos podem beneficiar, mesmo que indiretamente, os negócios de videogames que estão surgindo e crescendo no Brasil. Um dos exemplos de aproximação entre os dois países é o evento que será promovido no próximo dia 23 de maio, um sábado, pela empresa chinesa Halo Digit para selecionar 20 projetos de jogos brasileiros e levar para nove locais diferentes na Ásia.

O evento está sendo promovido em parceria com a faculdade Impacta de São Paulo e a Associação Comercial, Industrial e Cultural de Games (ACIGAMES).

A ideia de levar jogos até a China pode empregar tradutores e até desenvolvedores para fazer adaptações nos games. O mercado chinês não consome jogos como o restante do mundo e eles fazem questão de apreciar exclusividades em suas versões dos títulos digitais. A desenvolvedora PopCap Games colocou um dragão chinês e personagens próprios em sua adaptação de Plants vs. Zombies para o público asiático.

O Brasil exportou US$ 40,6 bilhões para a China em 2014, enquanto as importações chegaram a US$ 37,3 bilhões. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o fluxo comercial foi de US$ 77,9 bilhões. Entre janeiro e abril de 2015, o comércio entre os dois países acumulou US$ 21,7 bilhões.

Por todos esses fatores, e embora os fatos não envolvam games diretamente, a ação de Dilma com o premiê Li Keqiang pode ser encarada de maneira positiva para o mercado de games. Além de beneficiar a Petrobras após escândalos de corrupção da operação Lava Jato, os acordos chineses podem aproximar potenciais investidores de pequenas empresas no Brasil.

A diplomacia e os investimentos vindos do exterior são uma boa notícia para um país que enfrenta severos ajustes fiscais, em um ano de disparada dos juros – Selic a 13,25% – e da inflação prevista no patamar de 8,31%.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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