Das empadas ao Pixel Ripped, Ana Ribeiro demonstra a importância da criatividade no EXPO BRVR

"Queremos lançar mais jogos, desenvolver e continuar vivendo esse sonho", afirmou a desenvolovedora maranhense.

  • por em 19 de julho de 2016
Imagem: Portal Big Ideia

Pixel Ripped é daqueles projetos que angaria aceitação e elogios profissionais antes mesmo de ter sido finalizado e lançado no mercado. A razão dessa sucesso reside em parte na visão empreendedorística e na busca de processos criativos para idealizar e produzir projetos, desde antes de Ana Ribeiro, responsável pela produção, se envolver com o desenvolvimento de jogos digitais.

Ana esteve no evento EXPO BRVR, que aconteceu no último sábado (16), focado em realidade virtual.

"Já jogava e era gamer, mas até então tinha uma vida considerada normal, lá no Maranhão, em um trabalho muito burocrático no Tribunal de Justiça", explicou Ana ao relembrar o trabalho realizado ainda antes de inciar-se na produção de games. "Não havia criatividade; não podia nem mudar a fonte dos documentos, era Times New Roman", comentou, em entrevista com o portal Big Ideia.

A mesmice profissional levou a futura designer de games a buscar novos caminhos, produzindo empadas que eram vendidas na própria repartição e em outros órgãos públicos. "Eu já estava decidida a sair, porque ganhava mais com as empadas. Mas peguei o dinheiro que tinha juntado para abrir a lanchonete e pensei: se é para chutar o pau da barraca, é para chutar de vez", explicou.

Como informa o artigo, Ana percebeu que o prazer na produção culinária vinha da oportunidade de criar produtos diferenciados com empadas de todos os tipos de sabor, de Hot Dog a Feijoada. As economias acabaram direcionadas para uma viagem à Inglaterra, onde Ana matriculou-se em um curso de programação de jogos digitais. Ali, nascia Pixel Ripped. 

"Foi meu projeto de conclusão de curso, um jogo sobre ser jogador. Começamos com 1989, em que a personagem principal está na escola jogando o jogo dentro do jogo. O desafio extra é que, além de jogar, ela precisa esconder da professora que está jogando", descreveu a criadora.

Pixel Ripped tem previsão de lançamento em outubro próximo, para Oculus Rift e PSVR, do PS4. Com seu espírito focado no empreendedorismo, no entanto, Ana não pretende parar por ai. "Queremos lançar mais jogos, desenvolver e continuar vivendo esse sonho", sentenciou.

Via Big Ideia

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Indie