“Estar na E3 2015 já é uma vitória”, diz brasileira que desenvolveu jogo para Oculus Rift sobre o IndieCade

A história de Ana Ribeiro e de seu Pixel Ripped renderia sozinha um livro. Ela trabalhava no Tribunal de Justiça em São Luís, no Maranhão, e decidiu largar um trabalho estável e seu negócio de venda de empadas para aprender a criar videogames. Ela foi estudar mestrado em Design e Desenvolvimento de Jogos na National Film and Television School e criou, durante o curso, o jogo Pixel Ripped. O game foi o primeiro brasileiro a ser lançado para Oculus Rift, óculos de realidade virtual comprado pelo Facebook. Foi também o primeiro título premiado no A MAZE, evento que ocorre em Berlim, na Alemanha, que ocorreu em 24 de abril de 2015.

Foto:Divulgação

Atualmente Ana foi selecionada para participar do IndieCade ShowCase da E3 desta ano. Para entender melhor a respeito da participação dela e sobre o evento que reúne desenvolvedores independentes na maior feira de games do mundo em Los Angeles, nos Estados Unidos, o Drops de Jogos fez uma entrevista.

Confira nossa conversa com Ana Ribeiro.

Como tá sendo sua participação no IndieCade? Foram 47 games até os Estados Unidos.

O Pixel Ripped foi escolhido entre centenas de jogos pelo IndieCade para ter a oportunidade de ser exibido no stand do evento aqui no E3. Estar aqui, pra mim, já é uma grande vitória.  Eu tive que me organizar para este evento em menos de 15 dias. Me deram a notícia que eu tinha sido selecionada e tive que organizar visto, passagem e tudo num período curto para minha primeira viagem aos EUA! Então, eu tive que viajar a Brasília e fazer o visto. Foi aquela confusão. Sem contar que as dificuldades da Stef Keegan também. Ela trabalha comigo, só que é inglesa e veio direto de Londres. Então, foi tudo meio inesperado para nós duas, mas tínhamos que vir. É uma oportunidade única para nós e para o jogo.

Qual é a impressão do público? Quais são os elogios? Quais são as críticas?

O feedback tem sido muito bom mesmo. Muitas pessoas já ouviram falar do jogo, ou já tinham jogado. Então eu recebi comprimentos e alguns jornalistas fizeram entrevistas. Alguns foram ao stand do IndieCade para fazer matéria sobre o Pixel Ripped. Eu não tinha a mínima noção do quanto o jogo estava bem divulgado aqui nos EUA. Estou muito feliz mesmo.

E encontrou brasileiros?

Sim, encontrei alguns brasileiros. Algumas companhias grandes como Bethesda, Sony e alguns criadores de jogos também vieram apreciar o evento indie. Não tive muito tempo para andar pela E3 já que tenho que ficar no meu stand. Vários desenvolvedores aqui no IndieCade estão na mesma situação que a nossa. Vi, entre os indies, o jogo Emoticon smile.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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