Mais que uma mostra de games, o Glitch Mundo quer ser uma rede de profissionais com várias iniciativas

"Somos totalmente descentralizados", explicou Thais Weiller, uma das idealizadoras do projeto.

  • por em 18 de junho de 2018

Os desenvolvedores brasileiros estão se organizando, há algumas semanas, para a realização do primeiro Glitch Mundo, evento aberto com várias atividades, de palestras a exibição de games. A realização do primeiro evento ocorrerá em São Paulo durante os dias os dias 26 a 30 de junho, em paralelo com o BIG Festival.

Mais do que um evento isolado, no entanto, o projeto pretende agregar os indies em torno de uma ideia de criação livre, que permite a realização de tipos variados de encontros e iniciativas, com inúmeras frentes de trabalho, identificados como células, sem um grupo central de organização. Um hub informal e permanente, onde todos possam tomar decisões e propor atividades, seguindo um modelo de ação consensual, a partir de um código de conduta.

O Drops de Jogos trocou mensagens com Thais Weiller, desenvolvedora do estúdio JoyMasher e uma das idealizadoras da proposta. Confira as informações.

Drops de Jogos – O Glitch Mundo nasce de forma realmente independente, quase como uma provocação ao BIG Festival. Essa interpretação está correta? Qual o objetivo do lançamento do evento nas datas em questão?
Thais Weiller – É independente, mas não é uma provocação tanto que estaremos presentes no Big, graças ao Ariel Veloso e a organização do próprio BIG. A ideia de fazer nos mesmo dias surgiu por dois principais motivos: a) aproveitar o pessoal que já está em São Paulo para discussões e confraternizações; b) oferecer conteúdo legal para o pessoal que não pode estar em São Paulo durante esses dias.

Drops de Jogos – A agenda inicialmente apresentada disponibilizava poucas atividades, mas abria a oportunidade de outras propostas. Como estão sendo os contatos e quais iniciativas estão surgindo?
Thais Weiller – Depende da sede! Em São Paulo, já temos atividades todos os dias; em Curitiba temos apenas para sexta, mas é um dia cheio de palestras, workshops e rodas de conversa. Como temos uma abordagem bem aberta, qualquer um pode entrar no grupo do Discord e propor o que quiser, desde que ajude a organizar, estão surgindo vários organizadores e atividades interessantes 

Drops de Jogos – O número de jogos originalmente sugerido também é aparentemente baixo inicialmente, considerando haver uma vasta podução de games indepentes na atualidade. Porque foram considrados apenas 10 games para a mostra?
Thais Weiller – Queremos oferecer uma espécie de curadoria de alguns projetos que achamos interessantes. Isso não exclui qualquer Dev de chegar com o seu computador e mostrar o jogo do lado também (aliás, sintam-se convidados a fazer isso!). É só o número que garantimos que podemos organizar! Lembrando que é um evento grátis, sem patrocinadores e todos são voluntários.

Drops de Jogos – De quem foram as ideias até aqui sugeridas? Há uma comissão central avaliando as sugestões? Existe uma "liderança" que norteie as intençõs e iniciativas do projeto?
Thais Weiller – Não, somos totalmente descentralizados. Desde que o evento proposto siga nossas diretrizes e código de conduta, será bem vindo.

Drops de Jogos – A proposta do evento tem grandes chances de crescer e apresentar com muita qualidade os jogos brasileiros para o grande público. Estão sendo pensadas novas edições do projeto?
Thais Weiller – Não ainda, já estamos morrendo para fazer esse, ahahah! Mas, sério, o Glitch não é só os eventos. O Glitch é uma rede de desenvolvedores que podem se reunir para fazer eventos e outras coisas que são de interesse dos desenvolvedores.

Drops de Jogos – Uma produção como essa exige algum aporte financeiro para bancar os custos com recursos, equipes e equipamentos. Como a organização está produzindo o trabalho e resolvendo estas questões?
Thais Weiller – Apenas voluntários até agora, e uma ou outra ajuda de custo.

Drops de Jogos – Há alguma coisa que considerem importante acrescentar?
Thais Weiller – Acho que seria legal incluir nosso manifesto e mencionar as células [núcleos que podem se formar em cada cidade, seguindo as diretrizes do projeto e, se houver a necessidade, até mesmo mais de um grupo por cidade, com temáticas e interesses em comum].

Informações adicionais podem ser conferidas pela plataforma online Discord do projeto.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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