Pitch da Halo Digit reúne empresas de jogos para China e divulga “Lei Rouanet” de São Paulo

O evento da empresa chinesa Halo Digit na Faculdade Impacta de Tecnologia, com apoio da Associação Comercial, Industrial e Cultural de Games (ACIGAMES), reuniu cerca de 110 pessoas e teve 217 pessoas inscritas neste último sábado, 23 de maio. O público foi suficiente para lotar o palco da instituição, ao reunir empreendedores como Ricardo Farah, editor do Portal POP e da SKY7, e Pérsis Duaik, o criador do jogo brasileiro Aritana e a Pena da Hárpia, até estudantes de ciências da computação e desenvolvimento de jogos digitais.

Foto: Kao Tokio

Foram seis apresentações de startups e jogos em desenvolvimento para que a Halo leve alguns projetos para a China e outras localidades na Ásia. Moacyr Alves Junior, Jazmin Luo e Luiz Fernando dos Santos Godoi selecionaram três iniciativas, incluindo o jogo de naves Spaceship Overdrive da empresa Ethereal Flame. Os games foram criticados durante o pitching de negócios e foram cobrados no quesito de finalização e monetização dos projetos.

Depois das exibições, o advogado Helio Tadeu Brogna Coelho, da Terras Coelho Advogados, falou sobre direitos autorais para a imagem dos games, assunto que frequentemente gera problemas. No final, Rodrigo Modena Carvalho, coordenador de projetos da ACIGAMES e fundador da SimGAMES, anunciou de maneira inédita que o Programa de Ação Cultural (ProAC) atenderá a partir de 2016 projetos de games, como uma "Lei Rouanet regional" no estado de São Paulo.

A iniciativa está em aprovação na Câmara Municipal da capital paulistana e deve abater até 100% do ICMS que as companhias pagam em empreendimentos culturais. É mais um passo para criar incentivos fiscais para pavimentar o mercado de videogames.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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