Spin se consolida como espaço de Devs de Games e troca de experiências profissionais

Evento mensal promovido por desenvolvedores independentes ganha apoio de empresas e instituições.

  • por em 7 de maio de 2015
Imagens gentilmente cedidas por Antonio Mathias Rüdiger Verona

Prestes a completar dois anos, o Spin, ou São Paulo Indie, encontro de profissionais de desenvolvimento de games não apenas permanece ativo como vem se consolidando como ponto de encontro de experts e novatos na produção de games e conquista o apoio de instituições e empresas.

O Drops de Jogos acompanhou na noite de ontem a mais recente edição do projeto e pode atestar não somente a qualidade do evento, mas a participação efusiva de boa parte dos profissionais da área no estado de São Paulo e a intensa troca de conhecimento e informações. O aspecto mais interessante, e que mantém o vigor da iniciativa, é, sem dúvida, a expectativa e o ânimo com que pessoas de diferentes campos de conhecimento e linhas de produção se confraternizam e encontram pontos em comum entre suas realizações, muitas vezes iniciando parcerias e aproximações que são responsáveis por grandes trabalhos futuros. Gente de tecnologia de ponta e profissionais da área acadêmica se envolvem em intensos debates e divertidas firulas com desenvolvedores experientes, artistas e pessoas de marketing, mercado, produção e outros sem qualquer vivência no design de games, mas com desejo e espírito empreendedor contagiantes.

Empresas e grupos independentes mais consolidados ou reconhecidos como Odin, Garage 227 Studios, Izotonic, Sleepy Sheepy (entre muitos outros) estavam presentes, discutindo técnicas, caminhos e oportunidades com gente iniciante que aborvia informações e relatava curiosidades. A importância do evento no cenário nacional de games fica evidenciada pelo apoio conquistado nesses anos junto a entidades como o Centro Cultural São Paulo, administrado pela Prefeitura de São Paulo, o BIG, festival de indie games promovido pela Abragrames, e, nesta edição, a presença de representantes da Epic Games, que realizou uma palestra sobre sua ferramenta de criação de jogos digitais Unreal Engine e generosamente ofereceu comes e bebes para o evento, que contabilizou aproximadamente 200 pessoas noite adentro. O evento, aliás, já é resultado desta nova formação, realizado a partir da iniciativa da Spcine em parceria com os devs criadores do projeto e o Brazil’s International Games Festival, que se caracteriza como único festival de games independentes da América Latina, como bem lembrou Guilherme Mariano, responsável pela assessoria de imprensa da Spcine, em contato com o Drops de Jogos. Essa intricada articulação partiu de Ariel Velloso, assessor de Jogos Eletrônicos da Spcine, que organizou as parcerias e conquistou o Centro Cultural São Paulo (CCSP) como espaço de encontro entre game devs.

André Asai, um dos idealizadores do projeto comemora o nível alcançado pelo evento e reafirmava, em breve conversa informal, sua satisfação em verificar o voo independente da realização, que tende a seguir com a participação de instituições, oferecendo fôlego aos criadores da iniciativa, que dividem ainda hoje esta responsabilidade com suas ocupações profissionais. "Acredito que o Spin deve seguir daqui pra frente com essa participação da iniciativa pública e da administração do Centro Cultural, que tem sido um grande apoiador", afirmou o desenvolvedor indie, que não escondeu as dificuldades de tocar a vida profissional e manter ativo o Spin e outros projetos (sim, o profissional não para!).

Mais importante no evento, é observar novatos, interessados e iniciantes tendo a oportunidade de aprender com realizadores que tiveram também suas dificuldades e se dispõem a partilhar conhecimento, em um círculo virtuoso que só faz crescer o número de participantes a cada nova edição do evento e a apresentação de novos games, que passam a ser desenvolvidos sem temores.

O Spin é o claro exemplo do resultado conquistado pelo desejo de realizar independente das condições disponíveis no panorama e as dificuldades brazucas.

 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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