Análise: Electronic Arts não saiu da mesmice; Bethesda apostou na memória afetiva durante E3

A conferência da Bethesda, encerrada depois das 0hrs do dia 13 de junho, fechou o primeiro dia de eventos da E3 2016. Junto com a Electronic Arts, as duas empresas fizeram uma abertura previsível da maior feira de games do mundo. No entanto, os acontecimento deste dia 12 merecem ser analisados com cuidado.

Foto: Divulgação

EA infelizmente foi previsível até demais. Nada de títulos novos, com a honrosa exceção do game indie Fe, que trouxe uma mistura de Limbo e Journey em um ambiente florestal. O mesmo jogo também revelou o projeto EA Originals, voltado para os títulos independentes. O objetivo, ficou claro, foi oferecer grandes oportunidades às empresas menores, como foi o caso de sucesso de Unravel. O jogo, lançado em 2015, terá uma continuação.

Fora Fe, a Electronic Arts só se destacou com o modo carreira de FIFA 17, fora a possibilidade de controle dos técnicos de futebol. É uma renovação importante, mas não representa nenhuma grande mudança de rumo na empresa que só ano passado trouxe jogadoras femininas. A EA apostou forte em títulos já consolidados, como os da franquia Star Wars, Mass Effect e Titanfall. Também fez propaganda a rodo do motor gráfico Frostbite 3.

Já a Bethesda, que teve uma grande apresentação em 2015 com Fallout 4 e Doom, demorou para subir no palco e manteve algumas apostas seguras. Se a EA atrasou oito minutos contados no relógio, a segunda empresa demorou mais de 15 só nas pré-conferências que basicamente só recordaram de sucessos antigos.

No entanto, eles começaram com uma porrada. Mostraram Quake Champions voltado para o mercado de e-sports, o que foi um golaço do ponto de vista afetivo e comercial. E não pararam ai.

Mostraram atualizações de Fallout 4, Fallout Shelter, do próprio Doom e de Elder Scrolls. Mostraram que o lendário Skyrim terá remaster para PS4 e Xbox One em outubro de 2016. E marcaram outro gol em renovação ao demonstrar que a Bethesda trará Fallout e Doom para realidade virtual através do aparelho HTC Vive. VR pode ser uma tecnologia caríssima, na casa dos US$ 500, mas quem chegar primeiro pode colher antes os louros deste segmento.

E a Bethesda se mostrou ousada desta forma.

O ponto baixo, obviamente, foi o excesso de gameplay de Dishonored 2, que é um bom jogo mas não merecia tanto espaço. Em resumo, foi uma conferência razoavelmente mais cativante do que a EA.

Aguardaremos as próximas da E3 amanhã. E você, o que espera da Sony, da Microsoft e da Nintendo? E a Ubisoft? Não deixe de acompanhar.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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