Estúdio com 14 ex-profissionais de mercado AAA levanta US$ 3,5 milhões para criar mobile games

Ex-funcionários da Square Enix, DICE e Ubisoft, entre outras, conquistam investidores com oferta de games de alta qualidade para mobiles.

  • por em 15 de maio de 2015
Imagem: Tech Savvy Parents

O mercado de games parece inclinar-se irreversivelmente para os dispositivos móveis, como sugerem as recentes declarações da Ubisoft, Konami e agora da Directive Games, empresa baseada em Hong Kong e formada por ex-funcionários de desenvolvedoras do mercado AAA (os games de alta qualidade para consoles e PCs) que levantaram a expressiva quantia de US$ 3,5 milhões junto a grupos de investimentos e investidores anjos para criar games para tablets e smartphones.

"Nós temos um monte de veteranos" afirmou o CEO e co-fundador do estúdio Atli Mar, de acordo com o site Venture Beat. "Acreditamos que os dispositivos móveis têm um enorme potencial, não só em termos de quantidade, mas também na qualidade de jogos. A base fundamental do que torna [o game] um grande jogo – o game design e a narrativa – permanece a mesmo. Não acreditamos que o mobile tenha sido corretamente aproveitado".

Os profissionais que compõem a empresa são veteranos de mercado, com passagem por empresas como CCP Games (criadora de Eve Online), DICE, Square Enix, Ubisoft e Tencent (a maior empresa de serviços digitais da China). Sua missão, acreditam, é trazer a qualidade dos jogos AAA para os dispositivos móveis. As ponderações do grupo sugerem que os jogadores permanecem ainda hoje insatisfeitos em sua maioria com os games disponíveis para celulares e smartphones. "É um sinal de que a verdadeira criatividade e inovação permanecem inexplorados pela maioria a não ser por um pequeno número de empresas", explicou o CEO. "Temos a forte sensação que há um movimento forte e enérgico de desenvolvedores dispostos a agitar-se neste ambiente, e nós queremos ser a força centrífuga neste meio. Com a equipe que reunimos, nosso objetivo é levar a carga e revitalizar a paisagem", finalizou.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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