Exército Brasileiro quer fazer um game de tiro e não esclarece os gastos nele

O Exército quer fazer, mas falta transparência

Soldado americano atira contra inimigo no game Proving Grounds, da série America’s Army – Divulgação

O Exército Brasileiro quer desenvolver um jogo de guerra patriótico “com muita ação”, nada de “sangue em demasia”, nem combates em favelas ou na praça dos Três Poderes em Brasília.

O nome? Missão Verde Oliva. De acordo com a entidade, adotará, se criado, o formato shooter, consagrado por títulos de tiro em primeira pessoa como Rainbow Six e Counter-Strike. O Estado-Maior do Exército diz que quer “criar impressões positivas principalmente nas faixas de 16 a 24 anos”.

A inspiração do game é dos Estados Unidos, onde foi criado o America’s Army em 2002. A iniciativa foi desenvolvida pelo Exército dos EUA para acesso online e gratuito. A iniciativa da instituição do governo Bolsonaro vem depois de uma redução de impostos nos consoles que, cujos valores somados, não ultrapassa mais de R$ 600 para o consumidor final e que perdeu efeito com a alta do dólar.

O problema do Missão Verde Oliva vem quando a instituição é questionada. O Exército foi procurado e afirmou que não há estimativa de custos da ação, coordenada por seu Centro de Comunicação Social.

Eles não sabem o quanto de dinheiro público será gasto, como será efetuada licitação e nem prestam outros esclarecimentos.

Dizem, sem muita base, que o Missão Verde Oliva poderá contar com até 15 mil jogadores online.

Se o projeto for aprovado, desenvolvedor local deve ser contratado por melhor preço e técnica, diz a entidade. O Exército quer o game lançado até 2021, mas fala também de disponibilizá-lo em 2025 para não ter conexão com o “momento político atual”.

As informações são de Igor Gielow na Folha de S.Paulo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.