Familiares de rebelde angolano retratado em Call of Duty processam a Activision

Imagem do guerrilheiro teria sido manchada com representação associada a barbárie, dizem os filhos.

  • por em 14 de janeiro de 2016

Três filhos do guerrilheiro Jonas Savimbi ingressaram com um processo contra a Activision Blizzard, publicadora de Call of Duty: Black Ops II, exigindo reparação por danos à imagem do líder rebelde, que combateu o governo angolano por décadas. Na primeira missão de campanha do game, o jogador deve ajudar Savimbi em uma batalha contra as forças do governo de Angola. O líder é retratado empunhando um lançador de granadas e conduzindo as tropas durante o combate. 

Carole Enfert, advogada da família, disse que Savimbi é representado como um "grande imbecil, que quer matar todo mundo" e alega que o rebelde era, na verdade, um "líder político e estrategista". Para a Activision, o jogo apresenta Savimbi de forma adequada, como um "good guys": "um personagem da história da Angola, um chefe guerrilheiro que lutou contra o MPLA [Movimento Popular para a Libertação de Angola]", explicou Etienne Kowalski, advogado da desenvolvedora.

Em 2014 a Activision foi alvo de outra ação legal, na qual o ditador panamenho Manuel Noriega tentou processar a empresa em razão de sua aparência e representação no jogo. O processo acabou arquivado por um juiz do Tribunal Superior de Los Angeles, com base na primeira emenda, que confere direito à liberdade de expressão nos EUA.

Os filhos do político e combatente exigem da filial francesa da Activision Blizzard € 1 milhão por danos à imagem do líder rebelde. 

Acompanhe Drops de Jogos no Facebook e no Twitter.

Fonte: The Guardian

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Categorias:
Indústria