FIFA 16 traz times femininos pela primeira vez e usuários destilam machismo na internet

Pela primeira vez na história da franquia, FIFA 16 trará 12 seleções nacionais de futebol feminino. A informação foi dada pela Electronic Arts (EA) ontem, quinta-feira (28). Os times com mulheres disponíveis no jogo serão Alemanha, Austrália, Brasil, Canadá, China, Espanha, EUA, França, Inglaterra, Itália, México e Suécia.

Foto: Divulgação

Para criação das personagens femininas, esportistas reias foram submetidas em abril de 2015 a sessões de captura de movimentos como a criação do personagem Gollum, de Senhor dos Anéis, no cinema. Este dado foi dado por Nick Shannon, produtor sênior de FIFA 16.

As jogadoras digitais foram criadas a partir de quatro atletas profissionais da seleção feminina dos Estados Unidos: Sydney Leroux, Abby Wambach, Alex Morgan, e Megan Rapinoe. A EA no Canadá, responsável pela tecnologia, também frequentou torneios e eventos de futebol feminino pelo mundo para registrar as expressões faciais para o game. 

O jogo terá distribuição pela Warner Bros Games nas plataformas PC, Xbox One, Xbox 360, e PlayStation 4 e PlayStation 3. Detalhes do game devem ser divulgados durante a Electronic Entertainment Expo 2015.

Embora a novidade tenha sido bem recebida por muitos, outras pessoas destilaram machismo e preconceito com os times femininos em redes sociais como Twitter e Facebook.

"Nada contra as mulheres, nem ao futebol feminino, mas eu detestei a idéia de ter o futebol feminino no fifa. Desculpa".

"Sobre o FIFA ter futebol feminino: no modo carreira você ficará 9 meses fora por licença a maternidade".

"No FIFA 16 o Richarlyson jogará no time no masculino ou no feminino?"

"No FIFA 16 o modo futebol feminino terá um trailer explicando a regra do impedimento".

"No FIFA 16 o time feminino pode ficar desfalcado por conta das menstruações".

As aspas acima foram algumas das demonstrações de preconceito na internet. Confira o vídeo abaixo de trailer do jogo.

Via Bonus Stage e G1

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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