Opinião: Por que eu acho que Death Stranding será, sim, um grande jogo

Hideo Kojima liberou no final de maio a data de lançamento de Death Stranding: 8 de novembro. Anunciado em 2016, o jogo teve longos três anos de espera, carregou dúvidas dos jogadores em seu desenvolvimento e teve alguns mistérios desvendados no último trailer.

Foto: Divulgação

Para além da análise feita aqui no Drops, segue uma opinião sincera sobre o game.

Ponto 1: É um game "Kojima puro sangue", por assim dizer

Hideo Kojima entrou na indústria de jogos em 1986 na Konami. A medida que conquistou sucesso com a série Metal Gear, Policenauts e Zone of Enders, ele se tornou de certa forma escravo de suas criações.Com vendas na escala de milhões de cópias, a empresa o pressionava a produzir mais.

Death Stranding parece não ser o caso. É um projeto que reúne elementos que ele não conseguia ou não podia abordar em antigas franquias.

E é conhecido que ele saiu da Konami em 2015 após o desenvolvimento caótico de Metal Gear Solid V: The Phantom Pain, jogo que chegou para o público faltando parte do seu conteúdo – embora seja muito bom ainda assim.

Ponto 2: Se você gosta de enredo e animações, o jogo parece trabalhar isso

A gameplay de Death Stranding parece guardar segredos, mas o jogo parece agradar quem acreditava na tese que Kojima fazia "cinema com videogame". A escalada do elenco de peso, incluindo Léa Seydoux, Norman Reedus e Mads Mikkelsen, aponta para atuações mais desenvolvidas. De uma certa forma, isso é o sonho do criador do jogo: Hideo Kojima tinha o sonho de fazer cinema antes de entrar no mercado de videogames.

Ponto 3: É um jogo que lida com comunicação

Numa era das redes sociais e do online que não nos dá descanso, um dos temas abordados por Death Stranding até em sua mecânica é a comunicação. Parece que os Strands vão mostrar outros jogadores que percorreram os mesmos cenários que você e o jogo vai lidar com o além-morte.

Ponto 4: É um game que acaba com certos estereótipos

Em um trecho do trailer mais recente, o personagem principal Sam rechaça a ideia de "lutar por um país" e frases clichês do militarismo norte-americano. Se, em Metal Gear, Kojima já criticava o Exército, Death Stranding tende a aprofundar esse tipo de abordagem no enredo.

Ponto 5: Embora a gameplay lembre Metal Gear, sua simplicidade pode atrair em torno de um roteiro mais complexo

Sam pode, pelo visto, bater em inimigos, se esconder, atirar, carregar corpos, reconstruir cenários destruídos e andar em veículos num ambiente sci-fi. Tudo isso é construído no motor gráfico Décima, o mesmo de Horizon Zero Dawn. O que isso significa? Que comandos complexos podem ser realizados em poucos botões, assim como ocorreu em jogos recentes de Kojima. Tal simplicidade pode abrir espaço para Death Stranding se focar na questão narrativa.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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