“Produziremos 150 milhões de discos por ano na nova fábrica em Manaus”, diz gerente de embalagem dos jogos Xbox no Brasil

A reportagem do site Drops de Jogos entrevistou Gustavo Baida, gerente de operações e vendas na divisão de games da RIMO Entertainment, única empresa responsável pela prensa de mídia física dos consoles Xbox da Microsoft no Brasil. De acordo com Baida, sua empresa é a única que tem as certificações da companhia de Bill Gates para montar as embalagens do 360 e do novo aparelho One. Ele tem 28 anos e é filho de um executivo da Ecogames, empresa de distribuição de jogos eletrônicos no país.

Foto: Pedro Zambarda

Conversamos sobre uma nova fábrica que a RIMO está montando na cidade de Manaus, no Amazonas, com incentivos fiscais.De acordo com ele, a nova unidade será capaz de prensar 150 milhões de discos por ano, além de embalar 40 mil DVDs por dia. Confira o depoimento.

Me fale um pouco mais sobre a sua empresa, a RIMO.

Sou gerente de games lá e sou responsável pelas produções de Xbox aqui na América Latina, o que vai além do Brasil. A gente é a única empresa certificada pela Microsoft para produzir este trabalho no país. A gente atualmente tem uma fábrica em Manaus e uma série de incentivos para atingir o grau de excelência na embalagem que eles exigem. Estamos neste tipo de trabalho há três anos e já produzíamos antes mesmo da abertura da unidade no Amazonas. Eu já estava trabalhando aqui em São Paulo. Agora estamos indo para uma nova fábrica para expandir os nossos negócios e ter uma maior capacidade.

Como isso funcionará? Onde vai ser essa nova fábrica?

Será em Manaus mesmo, a cinco quilômetros de distância da fábrica atual, no Solimões. Quem tá acostumado a ir lá, sabe onde é. Vamos fechar a fábrica atual e começar a produzir na nova unidade. Lá dentro, teremos uma capacidade maior com mais máquinas de produção. Produziremos 150 milhões de unidades de discos por ano em uma área maior para melhor atender à plataforma Xbox. 

Antes disso você já tinha trabalhado com games?

Na verdade, não. A minha história é engraçada porque eu não era do mercado de games, mas meu pai sempre foi. Então eu cresci ouvindo sobre jogos na Ecogames, empresa que distribui videogames no varejo. Respirei esse assunto por conta dele. Por isso, foi engraçado quando a RIMO me contratou em 2011 para não cuidar de uma área de games e logo depois essa área cresceu e eu tive que ir pra lá. Hoje eu virei gerente do setor.

Tem alguma coisa que eu não perguntei e você gostaria de falar?

Acho bacana que vocês saibam que nós também estamos investindo cada vez mais em mercado digital. Isso já é uma realidade pra gente. Sabemos que a mídia tende a diminuir bastante esta questão e nós estamos criando cards para atender um grande mercado. Investimos em uma máquina de dados variáveis, que imprime os códigos para gift cards e oportunidades que existem no varejo digital. A gente tem feito a integração com essas novas ideias. Eles são validados no momento em que são comprados. Se ele for levado de uma loja, ele não serve pra nada se não for validado no caixa. É uma alternativa segura que diminui roubos de alguns ataques virtuais e diminui os preços. Temos uma possibilidade maior de monitorar nossas cópias e só será possível jogar se o gamer pagou por isso. 

Estamos também licenciando empresas de música e até dos próprios games em seus negócios.O cartão se chama POSA (Point Of Sale Activation Card) e acredito que este é o futuro.

É uma questão de modernizar o seu mercado de embalagens?

Exatamente. Eu acho que a mídia física está em crescimento no Brasil, mas é sempre bom dar um passo a frente. O mundo digital está mudando tudo com o tempo e precisamos estar prontos para isso.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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