Rovio produz demissões em série com redução de receitas

Lançado no dia 30 de julho de 2015, Angry Birds 2 chegou em 50 milhões de downloads em um único mês e é considerado um patamar de sucesso para a empresa finlandesa Rovio, uma referência no mercado mobile. Especializada em vendas de apps freemium, gratuitos com alguns conteúdos pagos, a empresa dominou a Escandinávia e se tornou um produto cultural de seu país, estampando embalagens de refrigerantes e até de comida com pássaros furiosos. Em 2014, no entanto, o lucro caiu pela metade para US$ 46 milhões por investimentos em uma animação para 2016 e estagnação nas vendas. O que isso resultou? Em demissões em série, claro.

Foto: Divulgação

No ano passado 110 pessoas foram cortadas da empresa. No mês de agosto, mais 260 funcionários foram desligados, cerca de 40% da força de trabalho. Antes dos recortes, a companhia finlandesa tinha cerca de 800 desenvolvedores. Enquanto isso, o modelo freemium do segundo Angry Birds está 42º lugar nas microtransações, distante de Game of War, em primeiro lugar; Clash of Clans em segundo; e Candy Crush Saga no quarto lugar.

Para agravar o quadro, mais 130 pessoas foram desligadas a partir de outubro na sede da Rovio na Finlândia, o que equivale a 16% do seu quadro. Será que os jogos dos pássaros arrastáveis nos smartphones e tablets não estão rendendo mais? Está parecendo a decadência da Zynga no Facebook, que aconteceu anos atrás?

Os cortes, no entanto, não afetarão a produção da animação prevista pro ano que vem pelo custo de US$ 80 milhões.

Via G1 (Reuters)

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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