Rugby 15 simplifica controles, mas não ajuda a entender e apreciar o esporte britânico

Jogo produzido pelo HB Studios apresenta muitos defeitos e perde a oportunidade de angariar novos apreciadores do esporte.

  • por em 4 de junho de 2015

Jogos de esporte são sempre recebidos com grande entusiasmo pelos jogadores, em razão do prazer da disputa entre amigos e da oportunidade de superação dos desafios. Rugby 15, game produzido pelo HB Studios que acaba de chegar ao Brasil, no entanto, talvez não tenha chance de figurar entre os projetos mais desejados da atualidade. O jogo coleciona problemas e perde a oportunidade de divertir ou mesmo ajudar a entender o esporte britânico.

A desenvolvedora canadense foi a responsável pelo bem sucedido Rugby 08 e por Rugby World Cup 2011, mas parece ter perdido a mão nesta nova versão, com lapsos de produção que afetam grandemente o resultado final e a experiência de jogo. O problema parece visível logo no começo do jogo; ao iniciar uma partida, os times simplesmente não se movem antes do chute inicial (o kick off) e, quando o fazem, alguns jogadores realizam exatamente a mesma movimentação, de forma incômoda e repetitiva durante a partida. 

É também curioso ver o comportamento dos jogadores dos times quando se amontoam na tentativa de posse da bola. Após alguns momerntos sem que nada aconteça, a bola simplesmente reaparece com um dos jogadores fora do 'montinho' e a jogada segue, sem que os avatares amontoados se mexam, como se tivessem ficado enroscados. 

A programação parece ser a grande fragilidade do jogo, que apresenta simulações  pouco convincentes tanto na movimentação dos jogadores, como visto, quanto na inteligência artificial. Ao longo do projeto, são muitos os problemas observados, incluindo bugs que desestimulam experts e novatos.

O jogo tem o mérito de tentar simplificar as complexas regras do rugby aos poucos botões do controle, mas não consegue converter a ideia em um projeto com boa jogabilidade. Há momentos em que os passes parecem imprevisíveis e, em outros, os botões param de responder aos comandos por conta do andamento do jogo, deixando os players sem opção de manobras no campo. A física também não parece corresponder à dinâmica das jogadas, o que pode frustrar fãs do rugby e jogadores hardcore acostumados a projetos mais bem elaborados.

Considerando-se as possibilidades gráficas dos consoles atuais o game poderia ousar muito mais em termos visuais, um caminho que talvez pudesse atrair jogadores para além do gameplay. Impressiona ainda a falta de visualizações em ângulos diferentes, algo absolutamente comum à imensa maioria dos games atuais em 3D. Vale citar, o game também peca pela ausência de elementos comuns à maioria dos jogos atuais como modo online, modo carreira e replay instantâneo, que seria um ganho para rever as jogadas.

No geral, Rugby 15 não empolga e, a menos que você seja um apaixonado devorador de tudo sobre o esporte, dificilmente vale a aquisição. Melhor sorte para a empresa na próxima versão.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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