Após confirmar recentemente a compra da EA por U$55 bilhões, o fundo saudita conhecido como PIF está passando por uma “crise financeira”.
De acordo com o The New York Times, o PIF está sofrendo com uma série de investimentos que não geraram o retorno esperado. A reportagem cita o projeto Neom (uma cidade do tamanho da Bélgica, que usaria uma ponte para criar uma rota de comércio alternativo para a região do mar Vermelho) e o Trojena (um resort montanhoso para esquiadores onde todos os “trabalhadores” seriam robôs – e que, logicamente, fica dentro da cidade Neom) como alguns dos principais fracassos financeiros do fundo.
A reportagem ainda afirma que o fundo ainda tem um “cheat de dinheiro infinito” por causa das vastas reservas de petróleo do país, mas aponta que existem diversos acordos em vigor que impedem a Arábia Saudita de simplesmente começar a vender uma quantidade maior do produto sem gerar atritos com parceiros comerciais, e isso pode desacelerar os investimentos do fundo nos próximos anos.
Em resposta à reportagem, Marwan Brakrali, porta-voz do PIF, negou que o fundo passa por dificuldades financeiras e afirmou que eles ainda possuem US$60 bilhões em dinheiro e outros “instrumentos financeiros similares”. Mas como tecnicamente a venda da EA ainda não aconteceu (pois ainda precisa ser aprovada pelo governos dos EUA), há uma possibilidade de que os US$55 bilhões da venda da empresa ainda estão sendo contabilizados no valor que o fundo afirma ter em caixa.
Tudo bem que a EA não é a responsável direto por esses supostos “problemas financeiros” do fundo saudita, mas é uma espécie de piada pronta o fundo que todo mundo acreditava ter “dinheiro infinito” entrar numa “crise” logo após anunciar a compra da empresa.
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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

