SE VOCÊ NÃO QUER SABER NADA SOBRE O FIM DE DEATH STRANDING 2, ON THE BEACH, NÃO LEIA ESTE TEXTO.
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Death Stranding 2 parece que deu uma de The Last of Us: Parte 2. A bebê com quem você viajou durante todo o primeiro jogo (BB-28, ou Lou) está sempre presente em toda a arte de Death Stranding como elemento central de todo o conceito. E ela é a chave da história.
Ela morre em poucas horas de jogo. Mesmo sendo a arte conceitual mais bela? Sim.
Assistimos Fragile tentar escapar do perigo com Lou em seus braços ensanguentados. Lou jaz indefesa no chão, chorando em meio ao fogo e ao caos, antes de ficar em silêncio e imóvel. A princípio, eu nem imaginava que isso fosse possível, e enquanto Sam conversava com Fragile depois, aos poucos fui me conformando com o fato de que Lou tinha acabado de ser morta.
Em seguida, vemos uma sequência em que Sam bebeu antes de se matar repetidamente — a maldição de seu status de Repatriado o traz de volta a cada vez.
Tudo isso é assombroso.
Após um mês de isolamento, Sam vislumbra as marcas das mãos de Lou no chão, enquanto o BT da criança entra na cápsula desde o primeiro jogo. Ele se apega a isso imediatamente, enquanto nenhum outro personagem o aborda diretamente, com Fragile mandando o novo companheiro de Sam, Dollman, silenciar antes de mencionar a cápsula na conversa.
Durante toda a narrativa de Death Stranding 2, Sam lida com a perda de Lou, ainda segurando sua cápsula e levando-a consigo em cada jornada. E a capsula estava vazia o tempo todo.
Várias sequências depois, após lutar contra um caranguejo gigante com uma guitarra elétrica, Drawbridge (a empresa que substitui a Bridges do primeiro game) parte em direção à praia onde Higgs havia capturado uma personagem chamada Tomorrow.
Sam chega a sonhar. E acorda de um sonho em que sua filha está viva e bem. Depois de tudo isso, é mostrado que Fragile, na verdade, deixou Lou no reino dos mortos – ou melhor, sem saber, na Praia do personagem Niel Vana (o Snake imigrante dos trailers), onde ele trabalhou para mantê-la segura.
O tempo funciona de forma diferente na Praia, mas Lou cresceu e se tornou Tomorrow, antes de sair desta Praia junto com Sam no início do jogo, sem que nenhum dos dois soubesse a identidade de um e do outro.
Então, Lou morreu no sentido de que Fragile a deixou no reino dos mortos, na Praia (Beach), apenas para ela retornar como uma adulta completa, com habilidades poderosas como filha adotiva de um repatriado, incapaz de morrer e dono de DOOMs.
Ela é o personagem mais poderoso desse universo que Hideo Kojima nos traz
Em seguida, somos brindados com uma cena final de Tomorrow — ou Louise — um pouco mais velha, vestida com um uniforme de Porter, pronta para entrar em um novo Portal.
Provavelmente teremos Tomorrow em Death Stranding 3. Death Stranding 2 nos levou para o México e para a Austrália. Vamos ver para onde iremos agora – com uma protagonista feminina.

Kojima talvez tenha, finalmente, se retratado do seu machismo em Metal Gear.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.
